sábado, 15 de janeiro de 2011

Alcançando o melhor de Deus para a sua vida

Gênesis 18.1-15

Você deseja o melhor para a sua vida? Evidentemente que sim! E sobre o melhor de Deus para a sua vida, já pensou sobre isso? É certo que o “melhor” dele será mais perfeito, mais sábio e mais santo que toda a nossa disposição em fazer e alcançar o melhor. Ocorre que a nossa vontade, nossa disposição – por mais bem intencionadas que sejam – estão maculadas pelo pecado e pelas imperfeições humanas. Mesmo diante desse  irrefutável quadro, as Escrituras nos mostram que podemos avançar no sentido de agradar a Deus e dele recebermos o melhor. O patriarca Abraão foi um homem que há mais de 3.500 anos atrás alcançou o melhor de Deus para a sua vida. Vou explicar essa condição do “melhor de Deus” por meio das descrições do livro de Gênesis. Observe:

1) Onde quer que estivesse, Abraão prosperava
- Gn 13.2: “Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro.”
2) As bênçãos espirituais lhe tornavam vitorioso diante dos seus inimigos
- Gn 14.19-20: “...abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.”
3) A sua descendência seria numerosa
- Gn 15.5: “Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.”
4) A paz de Deus lhe acompanharia até o fim da vida
- Gn 15.15: “E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice.”
5) Deus fez um pacto com Abraão, prometendo a terra de Canaã aos seus descendentes
- Gn 15.18: “Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates.”
6) Na idade de 100 anos, Deus lhe deu um filho
- Gn 21.2: “Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara.”

Nossa reflexão levará em conta a passagem de Gênesis 18, onde o patriarca recebe três ilustres visitantes em sua tenda. Vamos lá... 

I. O SENHOR ERA O HÓSPEDE MAIS HONRADO DA CASA DE ABRAÃO
Os povos de deserto levavam a hospitalidade bastante a sério. Quando Abraão recebe os três homens (o Ser divino e, provavelmente, dois anjos), seu objetivo foi de honrá-los com o seu melhor. Ele reconheceu a autoridade dos três homens demonstrando reverência (“prostrou-se em terra”, v.2) e desejando que eles permanecessem (“rogo-te, não passes do teu servo, v.3). Em muitos lares e em muitos corações, noto que a prática de vida avança na direção contrária. O objeto de maior honra e reverência, tantas vezes, não é o Ser divino em toda sua glória e soberania. Ora, convidar o Senhor para “não passar de nós”, na realidade, é algo desafiante. Sabe por quê? Porque convidar Deus para estar presente e reinar implica em aceitar que os princípios divinos reinem sobre a nossa história. O fato é que não são todas as pessoas que desejam viver desse modo. Não obstante isso, devemos nos concentrar no objetivo de orar e dizer: “Senhor, não passe da minha casa. Fique entre nós. Que a tua presença e as tuas ordenanças venham a reger a história da nossa vida.” Para ser honrado por Deus, portanto, é necessário honrá-lo como o maior hóspede que poderíamos receber.

II. ABRAÃO SERVIA AO SENHOR COM SENSO DE URGÊNCIA
Abraão se valeu de um sábio senso de urgência em servir ao Senhor. Veja as seguintes palavras e frases:
     1. Vendo-os, correu (v.2).
     2. Apressou-se em chamar Sara para preparar o alimento (v.6).
     3. Disse a Sara para amassar depressa a farinha para o pão (v.6).
     4. Correu ao gado (v.7).
     5. Disse ao criado para se apressar em preparar em prepara a carne (v.7).
A atitude de Abraão contrasta com a ausência de efetividade e de decisão que muitos apresentam no momento de reagir diante do chamado de Deus. Reconheçamos: as pessoas têm pressa de trabalhar, pressa para se divertir, pressa para servir a família, mas pouca pressa para se engajar na obra de Deus.
Um crente vivo no Espírito terá um adequado senso de urgência em fazer a obra de Deus. Ele não irá esperar para amanhã o que se pode fazer hoje!

III. ABRAÃO OFERECIA O SEU MELHOR AO SENHOR
Diante do surpreendente encontro, Abraão toma a decisão de preparar um banquete: carne assada, pão, coalhada e leite para os nobres visitantes (vv.7-8). Sabe o que era isso? Era o melhor que um homem do deserto poderia oferecer! Para ao patriarca, oferecer a sobra seria algo similar ao descaso, a blasfêmia. Alcançar o melhor de Deus está relacionado a oferecer o melhor para Deus.
Geralmente, pessoas queixosas e insatisfeitas com o agir de Deus em suas vidas são pessoas que vivem na “teologia da sobra”. Ou seja, nunca dão o melhor do seu tempo ou o melhor daquilo que têm adquirido. Esse estilo de vida terá enormes chances de também colher a “sobra de Deus” e não o seu melhor. O princípio que regia a vida de Abraão era outro. Na realidade, ao oferecer o melhor o pai da fé não estava objetivando receber o melhor. Receber o melhor, na perspectiva de Abraão, era conseqüência de ofertar o melhor simplesmente por crer que Deus merecia o melhor. Abraão jamais almejou estabelecer uma relação de troca com o Eterno. Que lição de vida e espiritualidade!

Conclusão
Eis o caminho para se alcançar o melhor de Deus para a nossa vida:
1) Que o Senhor seja o hóspede mais honrado da sua casa.
2) Sirva ao Senhor com senso de urgência.
3) Ofereça o seu melhor para o Senhor.