sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
RETIRO DE CARNAVAL 2011
Momentos inesquecíveis!!!
Chegamos ao final de mais um período de Carnaval. A mídia tratou de expor todo o luxurioso esplendor da “festa da carne”. Do Norte ao Sul o Brasil “pára”, seja participando ativamente da folia ou embrenhando-se corajosamente no caos das estradas para buscar um lugar ao sol.
Esse tem sido o hábito de milhões de brasileiros, ano a ano. Eu e tantos outros, todavia, não optamos por isso. Decidimos trocar o Carnaval por outra atração. Optamos por estar naquilo que chamamos de “retiro de Carnaval”. Fomos para perto do campo, para perto das coisas da fé, para perto do coração das pessoas. Trata-se, na realidade, de um “outro mundo” dentro deste mundão que eu e você vivemos. Ora, lá não tem fantasia emplumada. Lá, o foco não é o “ficar” com alguém. Num lugar como esse procurar embebedar-se é uma busca fadada ao fracasso. Definitivamente, estávamos bem afastados do “espírito do carnaval.”
A grande maioria poderá dizer que a decisão em afastar-se da folia é louca, fanática e destituída de prazer. Mas já faz fez tempo – pelo menos no meu caso – que decidi viver o cristianismo sem dar muita atenção ao que os outros vão dizer. Sem dúvida essa é uma das decisões mais coerentes que já tomei. Falo isso sem arrependimentos. Aliás, buscar ser cristão de verdade é caminhar na direção de ser incompreendido, de ver a popularidade abaixar os seus níveis. Se você tem sentido isso na pele quando decidiu viver na contra mão do sistema, sabe do que eu estou falando. Bem vindo à turma de Jesus!
Quando dizem que a gente “não vive” por cultivar estes hábitos estranhos e separatistas, no fundo acho engraçado. Essas colocações são contrastantes com o fato de que nos sentimos “bem vivos” no feriadão. Esse tempo foi uma grande oportunidade de estarmos mais “vivos” na relação com gente que encontramos nas celebrações de domingo cuja troca mais freqüente de palavras é: “oi” e “tchau.” Esse tempo foi uma grande oportunidade de descobrir a “vida” na Palavra de Deus num intensivo de aprendizado. Não posso esquecer que esse também foi um tempo de pensar, meditar, orar e, com isso, avançar na “vida” espiritual. Portanto, não consigo dizer que “não vivi”; ao contrário, consigo dizer junto com tantos outros que “vivemos plenamente.”
Com as caravanas foi interessante ver jovens de todo tipo: universitários, aqueles que têm o seu emprego, aqueles que são sustentados pelo pai (ou mãe). Eles investiram tempo e o seu (pouco) dinheiro nessa proposta de afastar-se da rota habitual do mundo. A turma da meia-idade igualmente estava lá: cozinhando, servindo, correndo. Os mais experimentados e vividos, apoiando, prestigiando. A criançada, de sua vez, cumprindo seu papel de alegrar o ambiente com os gracejos que lhes são próprios. Reproduzimos, nestes dias, uma vida em comunidade que traz lampejos de uma milenar situação. Não seria esse um pequeno vislumbre da realidade paradisíaca do Éden? Convivendo juntos, cantando juntos, comendo juntos, rindo juntos e falando com o Rei do Universo juntos. Talvez...
Durante o retiro confesso que um pensamento me veio a mente. Ele foi simples e direto: “Vale à pena!” Acredito que encontrar gozo, paz, sentido e a certeza de estar onde deveria estar são as grandes buscas do ser humano. Senti-me privilegiado justamente porque estes sentimentos estavam em meu coração. Olhando para as faces de meninos e meninas, homens e mulheres, consigo acreditar que estes experimentaram as mesmas sensações. Não estávamos fingindo. Simplesmente nos sentimos bem com o nosso Deus e seus propósitos. Assim entendo porque um antigo sábio disse: “O temor do Senhor conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito...” (Provérbios 19.23).
Desculpe-me, Carnaval, mas você não poderá contar comigo.
Humildade: um caminho de bênçãos
1 Pedro 5.5-6
O sentido autêntico da palavra humildade vem do latim Humus, de onde também deriva Homem (Homo Sapiens) e Humanidade. O fato dessas palavras estarem vinculadas à húmus (“solo sobre nós”, “terra fértil”), é certamente uma sábia exortação de que mantemos com a terra um vínculo essencial e embrionário.
É impossível ser um legítimo seguidor de Jesus sem humildade. Considere comigo o seguinte:
1) Para começo de conversa, entregar-se a Cristo é aceitar que Ele reine sobre a nossa vida e, gradativamente, nos despoje do nosso “eu”.
2) Se você quer ser discípulo é necessário concordar em receber instrução e liderança espiritual na sua vida – isto é, você terá de aceitar que alguém diga, em muitos momentos, como você deve viver.
3) Ser discípulo implica em se relacionar com a comunidade da fé e aceitar conviver, tolerar e amar os diferentes que partilham da sua mesma crença.
4) Enfim, ser discípulo implica em permitir sujeitar nossos hábitos e vontade à Palavra de Deus. Você não poderá ser dirigido pelas leis do seu coração, mas por uma ordenança externa.
Como vemos, para estar nesse caminho é fundamental aprender sobre a humildade. Seguindo a orientação da carta de 1 Pedro, vamos refletir juntos sobre esse caminho.
I. O HOMEM HUMILDE TEM DEUS LUTANDO A SEU FAVOR
O texto diz que “Deus resiste aos soberbos” (v.5). Para que o assunto fique mais claro, precisamos explorar melhor as palavras “soberbos” e “resiste”. Soberbo tem a ver com “considerar-se acima dos outros”, de ser “arrogante.” Sendo um anjo, Satanás exercia a função de adorador no céu. Dispunha de uma posição privilegiada. Mas um dia seu coração se encheu de soberba. É o que a Escritura implicitamente declara: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura” (Ez 28.17a). Desejando ser igual a Deus, foi precipitado, tornando-se nosso adversário e acusador. Deus o resistiu e o resiste até fim de todas coisas. Seu destino, não obstante, já está traçado: o flagelo eterno (Ap. 20.10). Voltando ao texto de 1 Pedro, observo que a palavra resistir poderia ser traduzida como “lança-se armado contra”. A frase vem da linguagem militar. O sentido também é de “opor-se”, ou seja, ser um impedimento. Diante do orgulhoso Deus se torna um oponente, e isso similarmente à oposição cósmica existente entre o Senhor e os anjos caídos. Falando de humildade e de lutas espirituais, Tiago 4.6-7 nos diz: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. O homem humilde, portanto, terá Deus lutando por suas causas. Ele vencerá o maligno ao humilhar-se e submeter-se à autoridade de Deus.
II. O HOMEM HUMILDE ATINGE MAIOR PROGRESSO ESPIRITUAL
A busca da humildade é um desafio nas relações humanas, sejam elas familiares, profissionais ou eclesiásticas. O apóstolo Pedro declara: “Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade...” (1 Pd 5.5a). Quero lhe chamar a atenção da frase “cingi-vos todos de humildade.” Cingir é amarrar firmemente alguma coisa no próprio corpo. Essa palavra era usada para os escravos, quando estes usavam um avental. A idéia, portanto, é vestir-se de humildade numa atitude de escravo. Como o cristianismo é desafiador! Sendo assim, reconheçamos: será impossível ver progresso espiritual numa pessoa que não aceita opiniões, autoridade e não assume a postura de servo. De outro lado, trilhando o caminho de ser “húmus” (terra fértil), haverá crescimento. Com o crescimento, a frutificação.
III. O HOMEM HUMILDE SERÁ SOCORRIDO POR DEUS NA AFLIÇÃO
Ezequias foi rei entre os judeus na época do profeta Isaías. O rei adoeceu a ponto de Isaías lhe dizer: “Põe em ordem a tua casa porque morrerás” (Is 38.1). Em seguida, Ezequias fez o seguinte: “Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor. E disse: Lembra-te, Senhor, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo” (Is 38.2-3). Após se humilhar diante de Deus no leito de enfermidade, Deus manda Isaías dizer a Ezequias: “Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos” (Is 38.5). Temos aqui uma demonstração muito clara de que um coração humilde pode mover o coração de Deus. Voltemos à epístola de Pedro: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1 Pd 5.6). Saiba que essa humilhação não é abraçar um estilo de vida onde não se terá amor próprio. É, na realidade, a humildade de confiar e entregar nossos problemas a Deus. Na seqüencia, virá o tempo oportuno da exaltação. A frase “vos exalte” significa “erguer”, “tornar alto”. É o Senhor no seu tempo, portanto, que nos “ergue” das situações de dificuldade.
Conclusão: O apóstolo Pedro nos apresentou um caminho de excelência. Foi um caminho ensinado pelo Senhor Jesus e é um caminho que necessita ser percorrido por todo aquele que crê. Ser humilde é requisito para ser abençoado. Que o sábio conselho ensinado por Jesus seja um alvo para todos nós: “O que se humilha será exaltado” (Lc 14.11). A Deus toda glória!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Alcançando o melhor de Deus para a sua vida
Gênesis 18.1-15
Você deseja o melhor para a sua vida? Evidentemente que sim! E sobre o melhor de Deus para a sua vida, já pensou sobre isso? É certo que o “melhor” dele será mais perfeito, mais sábio e mais santo que toda a nossa disposição em fazer e alcançar o melhor. Ocorre que a nossa vontade, nossa disposição – por mais bem intencionadas que sejam – estão maculadas pelo pecado e pelas imperfeições humanas. Mesmo diante desse irrefutável quadro, as Escrituras nos mostram que podemos avançar no sentido de agradar a Deus e dele recebermos o melhor. O patriarca Abraão foi um homem que há mais de 3.500 anos atrás alcançou o melhor de Deus para a sua vida. Vou explicar essa condição do “melhor de Deus” por meio das descrições do livro de Gênesis. Observe:
Você deseja o melhor para a sua vida? Evidentemente que sim! E sobre o melhor de Deus para a sua vida, já pensou sobre isso? É certo que o “melhor” dele será mais perfeito, mais sábio e mais santo que toda a nossa disposição em fazer e alcançar o melhor. Ocorre que a nossa vontade, nossa disposição – por mais bem intencionadas que sejam – estão maculadas pelo pecado e pelas imperfeições humanas. Mesmo diante desse irrefutável quadro, as Escrituras nos mostram que podemos avançar no sentido de agradar a Deus e dele recebermos o melhor. O patriarca Abraão foi um homem que há mais de 3.500 anos atrás alcançou o melhor de Deus para a sua vida. Vou explicar essa condição do “melhor de Deus” por meio das descrições do livro de Gênesis. Observe:
1) Onde quer que estivesse, Abraão prosperava
- Gn 13.2: “Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro.”
2) As bênçãos espirituais lhe tornavam vitorioso diante dos seus inimigos
- Gn 14.19-20: “...abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.”
3) A sua descendência seria numerosa
- Gn 15.5: “Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.”
4) A paz de Deus lhe acompanharia até o fim da vida
- Gn 15.15: “E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice.”
5) Deus fez um pacto com Abraão, prometendo a terra de Canaã aos seus descendentes
- Gn 15.18: “Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates.”
6) Na idade de 100 anos, Deus lhe deu um filho
- Gn 21.2: “Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara.”
Nossa reflexão levará em conta a passagem de Gênesis 18, onde o patriarca recebe três ilustres visitantes em sua tenda. Vamos lá...
I. O SENHOR ERA O HÓSPEDE MAIS HONRADO DA CASA DE ABRAÃO
Os povos de deserto levavam a hospitalidade bastante a sério. Quando Abraão recebe os três homens (o Ser divino e, provavelmente, dois anjos), seu objetivo foi de honrá-los com o seu melhor. Ele reconheceu a autoridade dos três homens demonstrando reverência (“prostrou-se em terra”, v.2) e desejando que eles permanecessem (“rogo-te, não passes do teu servo, v.3). Em muitos lares e em muitos corações, noto que a prática de vida avança na direção contrária. O objeto de maior honra e reverência, tantas vezes, não é o Ser divino em toda sua glória e soberania. Ora, convidar o Senhor para “não passar de nós”, na realidade, é algo desafiante. Sabe por quê? Porque convidar Deus para estar presente e reinar implica em aceitar que os princípios divinos reinem sobre a nossa história. O fato é que não são todas as pessoas que desejam viver desse modo. Não obstante isso, devemos nos concentrar no objetivo de orar e dizer: “Senhor, não passe da minha casa. Fique entre nós. Que a tua presença e as tuas ordenanças venham a reger a história da nossa vida.” Para ser honrado por Deus, portanto, é necessário honrá-lo como o maior hóspede que poderíamos receber.
II. ABRAÃO SERVIA AO SENHOR COM SENSO DE URGÊNCIA
Abraão se valeu de um sábio senso de urgência em servir ao Senhor. Veja as seguintes palavras e frases:
1. Vendo-os, correu (v.2).
2. Apressou-se em chamar Sara para preparar o alimento (v.6).
3. Disse a Sara para amassar depressa a farinha para o pão (v.6).
4. Correu ao gado (v.7).
5. Disse ao criado para se apressar em preparar em prepara a carne (v.7).
A atitude de Abraão contrasta com a ausência de efetividade e de decisão que muitos apresentam no momento de reagir diante do chamado de Deus. Reconheçamos: as pessoas têm pressa de trabalhar, pressa para se divertir, pressa para servir a família, mas pouca pressa para se engajar na obra de Deus.
Um crente vivo no Espírito terá um adequado senso de urgência em fazer a obra de Deus. Ele não irá esperar para amanhã o que se pode fazer hoje!
III. ABRAÃO OFERECIA O SEU MELHOR AO SENHOR
Diante do surpreendente encontro, Abraão toma a decisão de preparar um banquete: carne assada, pão, coalhada e leite para os nobres visitantes (vv.7-8). Sabe o que era isso? Era o melhor que um homem do deserto poderia oferecer! Para ao patriarca, oferecer a sobra seria algo similar ao descaso, a blasfêmia. Alcançar o melhor de Deus está relacionado a oferecer o melhor para Deus.
Geralmente, pessoas queixosas e insatisfeitas com o agir de Deus em suas vidas são pessoas que vivem na “teologia da sobra”. Ou seja, nunca dão o melhor do seu tempo ou o melhor daquilo que têm adquirido. Esse estilo de vida terá enormes chances de também colher a “sobra de Deus” e não o seu melhor. O princípio que regia a vida de Abraão era outro. Na realidade, ao oferecer o melhor o pai da fé não estava objetivando receber o melhor. Receber o melhor, na perspectiva de Abraão, era conseqüência de ofertar o melhor simplesmente por crer que Deus merecia o melhor. Abraão jamais almejou estabelecer uma relação de troca com o Eterno. Que lição de vida e espiritualidade!
Conclusão
Eis o caminho para se alcançar o melhor de Deus para a nossa vida:
Eis o caminho para se alcançar o melhor de Deus para a nossa vida:
1) Que o Senhor seja o hóspede mais honrado da sua casa.
2) Sirva ao Senhor com senso de urgência.
3) Ofereça o seu melhor para o Senhor.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O desafio do perdão
Mateus 18.21-22
“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”
Nossa vida familiar, em sociedade ou na comunidade da fé se estrutura a partir do elemento relacional. A teia das relações humanas, como bem sabemos, é o ambiente onde não somente nasce o amor, o afeto, a amizade ou o companheirismo; esse lugar também é o espaço onde surgem as incompatibilidades, as desavenças, as iras e as discórdias.
Em um estilo de vida que não é dirigido pela Palavra de Deus, o trato com estas questões tende a ser menos rigoroso ou até inexistente. Nessa perspectiva, se tenho um problema com alguém, posso, quem sabe, permanecer assim durante longos anos e nunca buscar o acerto. De outro lado, quando nos deparamos com o evangelho, percebemos que Jesus colocou o perdão como uma das ênfases preferidas dos seus ensinamentos. O perdão e o evangelho acabam tantas vezes se fundindo num discurso único, que aponta para o plano de Deus para nós e para a melhor forma de estabelecermos relacionamentos.
Creio que o perdão é um dos temas mais desafiadores para se viver na fé cristã. Por consegüinte, hoje iremos buscar uma fundamentação bíblica diante da vital importância de exercer o perdão.
1) PERDOAR É UM EXERCÍCIO RELACIONAL E ESPIRITUAL
Cornelia ten Boom, conhecida como Corrie ten Boom (1892-1983), foi uma mulher cristã holandesa que ajudou a salvar a vida de muitos judeus ao escondê-los dos nazistas durante a II Guerra Mundial. Em 1947, após o grande conflito, num momento em que testemunhava na Alemanha, ela se encontrou com um dos mais cruéis guardas do campo de concentração onde esteve presa. Ela estava relutante em perdoá-lo, mas orou para que conseguisse fazê-lo. Corrie escreveu: "Por um longo momento, nós tocamos nossas mãos, o ex-guarda e a ex-prisioneira. Eu jamais havia conhecido o amor de Deus tão intensamente quanto naquela hora.”
Lucas 17.3-4: “Acautelai-vos (isto é, “ficar de sobreaviso”, “precaver-se”). Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.”
2) PERDOAR É NÃO ESPERAR SER COMPREENDIDO, MAS DECIDIR COMPREENDER O OUTRO
Colossenses 3.13: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.”
Por meio do sacrifício do seu Filho (o Deus que se fez homem), o Senhor decidiu avançar pela via da compreensão das debilidades humanas herdadas pela Queda. Ele veio até nós objetivando tirar-nos do lamaçal da morte e da condenação. Ele sabe quem somos. Ele – primeiro –, não esperou que você o compreendesse, mas decidiu tratar do nosso pecado dando-nos aquele que se fez pecado por nós.
Perdoar é a iniciativa de agir sem esperar ser compreendido, mas compreendendo o outro. Quão grandioso desafio!
3) PERDOAR É O REQUISITO QUE ABRE A PORTA PARA A GRAÇA ENTRAR
Mateus 6.14-15: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.”
Tantas vezes as pessoas não conseguem experimentar do fluxo da graça e do perdão de Deus em suas vidas porque não estão observando o imperativo bíblico. A prática do perdão, com efeito, abre a porta das ações renovadoras do Senhor naquele que se dispõe a abraçar o mandato de perdoar.
4) PERDOAR É REPRODUZIR A GRAÇA DE DEUS NA VIDA DO OUTRO
Diz o Senhor na oração do Pai nosso: “...e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6.12).
No ano de 1974 Chris Carrier voltava da escola, na Flórida, EUA, quando um homem que dizia ser amigo do seu pai o convidou para entrar no carro. Levando-o a uma região pantanosa, o atacou com um furador de gelo. Chris ficou inconsciente 6 dias, até que recobrou a consciência, foi achado e levado ao hospital. O homem deixou Chris cego de um olho. Anos se passaram e Chris se tornou um ministro da Palavra de Deus. Em 1996 alguém liga e diz que o seu algoz, já velho, estava moribundo num hospital. Chris visita o homem, anuncia Cristo para ele e declara o perdão. Assim, prestes a morrer, o ex-agressor diz: “O que eu fiz e me arrependo, não é algo que irá mais me perseguir.”
5) PERDOAR É UM PASSO ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO PARA ALCANÇAR A LIBERTAÇÃO
Mateus 18.34-35: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.”
Esta parábola contada por Jesus aponta para os efeitos devastadores da falta de perdão. Certo homem foi perdoado de uma dívida estrondosamente elevada. Depois de ter sido perdoado, ele encontra um indivíduo que lhe devia pouca soma de dinheiro. Agindo de maneira impiedosa, tenta então sufocar aquele que lhe devia, exigindo a reposição. Quando o soberano que lhe perdoou a dívida soube do fato, afirmou que este homem seria entregue aos verdugos (torturador, algoz, carrasco). O caso ilustra a realidade de quem recebeu o perdão, mas que não se tornou um despenseiro do perdão.
Saibamos que aquele que não exerce o perdão será flagelado pela vida, pela opressão e pela colheita amarga da indisposição em perdoar. Os verdugos o perseguirão implacavelmente.
6) PERDOAR NÃO É ESQUECER. PERDOAR É NÃO SOFRER DIANTE DAS LEMBRANÇAS DO PASSADO
Você precisa entender que perdoar não é apagar a memória; perdoar é a alcançar a cura das memórias.
Depois de ter sido vendido como escravo pelos irmãos e ter sido preso no Egito, José se tornou o segundo depois do Faraó. Anos depois de terem agido impiedosamente com José, seus irmãos o encontram no Egito pedindo ajuda pela fome que assolava a terra. José disse: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gênesis 50.20).
Note que o mal não foi esquecido, contudo José não destilou amargura naqueles que o feriram. Perdoar, como vemos, não é apagar os fatos da memória. Perdoar é lembrar sem sentir dor.
Conclusão:
A Sagrada Escritura aponta para o caminho da restauração de relacionamentos a partir do referencial de Deus, que veio a nosso encontro oferecendo perdão por intermédio do seu Filho.
Quando Jesus disse para Pedro perdoar até setenta vezes sete, ele estava afirmando que o perdão deve ser ilimitado. Com isso é possível dizer que viver o perdão é um estilo de vida. Um estilo de vida não mais orientado por nossos impulsos, mas pela vontade revelada de Deus.
domingo, 28 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
O legado espiritual dos Reformadores (Rev. Paulo)
No dia 31 de Outubro de 2010 celebramos os 493 anos do início da Reforma Protestante. A história dos homens que lideraram a Reforma no continente europeu é uma história que inspira a nossa caminhada de fé no presente. Estes homens, certamente, nos deixaram um legado. Um legado é uma herança, um costume ou uma tradição que se passa de geração em geração. Martim Lutero e João Calvino foram formadores de uma tradição espiritual que continua a exercer sua influência através dos séculos. Nesta mensagem iremos olhar para a história, para as Escrituras e para a teologia dos Reformadores a fim de interpretar o seu legado espiritual e assim encontrar aplicações para a nossa vida de fé.
1) OS REFORMADORES NOS INSPIRAM À CORAGEM DE DIRIGIR A VIDA PELA PALAVRA DE DEUS
Vejamos 2 Timóteo 3.16-17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
Reconhecendo a importância de ter uma vida norteada pela Palavra, João Calvino disse que a fé e todo reto conhecimento de Deus “nascem da obediência à Palavra.”
Avançar até as últimas conseqüências na obediência, no zelo e na incansável busca da direção proveniente das Escrituras, constitui um grandioso desafio para todo aquele que professa a fé em Cristo. O impacto da Reforma e as transformações geradas a partir da eclosão do movimento, nos inspiram a acreditar que a nossa relidade - por mais dura, desalentadora ou desperançosa que seja - pode ser transformada quando usamos de coragem para nos lançar no caminho da Palavra de Deus.
2) OS REFORMADORES NOS DESAFIAM A BUSCAR INCANSAVELMENTE A PIEDADE PESSOAL
Observe 1 Timóteo 4.7b: “Exercita-te, pessoalmente, na piedade.” O conselho do apóstolo Paulo a Timóteo é uma preciosa dica para uma vida espiritual bem-sucedida. Neste ponto, precisamos definir “piedade”. Ora, piedade é aquele santo temor, devoção e amor a Deus que se encontra no coração dos justos.
A piedade pessoal se relaciona com o esforço para viver na constância do “orai sem cessar” das Escrituras (1 Tessalonicenses 5.17). Em perspicaz demonstração deste esforço, Lutero escreveu: "Hoje tenho muito a fazer, portanto hoje vou precisar orar muito.”
De sua experiência de devoção e conhecimento bíblico, Calvino propôs quatro regras para a oração:
I. Reverência;
II. Contrição (coração arrependido);
III. Humildade;
IV. Confiança.
3) OS REFORMADORES NOS ENSINAM QUE O MELHOR CAMINHO É O DE CONFIAR NAS PROMESSAS DE DEUS
Calvino insistia no caminho da plena confiança nos propósito eternos de Deus: “Seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido.”
Nossa confiança precisa ser exercida – seja qual for o momento que estamos passando – naquilo que Deus promete em sua Palavra: “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Efésios 3.20).
4) OS REFORMADORES NOS INSPIRAM A FAZER UMA REFLEXÃO RADICAL SOBRE NOSSA MISSÃO NO REINO DE DEUS
O Senhor Jesus nos diz em Marcos 16.15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” Refletindo sobre este mandato, Lutero escreveu: "A pregação dos apóstolos seguiu por todo o mundo (...) Esta ida começou e foi levada adiante, apesar de ainda não estar concluída, visto que continuará até o último dia."
O retorno à Palavra deve ser seguido do avanço missionário. Nossa obra, portanto, é a continuidade da missão de pregar o Evangelho ao mundo. Diante do quadro de estagnação e do comodismo missionário de muitas igrejas herdeiras da Reforma, somos desafiados a refletir radicalmente sobre nossa inserção na atividade de anúncio do Reino de Deus. A palavra de Lutero, após mais de quatro séculos, nos inspira e desafia a perseguir a continuidade da missão cristã até o último dia da igreja na terra.
Conclusão: Será que não chegou o tempo de “reformarmos” a nossa vida num sentido integral? Conheço uma pessoa que trabalha com a restauração de edifícios antigos numa grande capital. Essa é uma reforma que pretende deixar o “velho” novo e utilizável. Talvez sua vida de fé, de relacionamentos e de serviço a Deus possa estar precisando de uma reforma. Como os reformadores, deixemos a Palavra de Deus “reformar” a nossa história.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
As causas do sofrimento (Rev. Paulo)
1 Pedro 5.10 nos diz: “Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.”
A reflexão sobre as origens do sofrimento é antiga. Há quem diga que boa parte da filosofia produzida na Grécia antiga buscava a resposta diante de uma questão: a angústia! Dias de sofrimento são dias de fazermos perguntas. Desejamos saber suas origens; desejamos saber por que estamos sofrendo. Este assunto que nunca sai de moda é motivo da produção de centenas de obras nos últimos anos. Assim os livros de auto-ajuda são vendidos aos milhares. De outro lado, livros que buscam respostas a partir do viés místico (Paulo Coelho, literaturas espíritas) têm levantado uma legião de simpatizantes.
Nesta mensagem não pretendo esboçar nenhuma reação crítica a estas literaturas. Até porque isto poderá ser feito em outro momento. Nossa fé evangélica e reformada encontra sérias divergências com estas obras. Minha intenção, todavia, é olhar para a Palavra de Deus e encontrar respostas diante daquilo que nos é permitido saber. Em sua epístola, Pedro não estabelece um padrão de negação do sofrimento (como toda a Bíblia); ao contrário, ele aponta para a soberania de Deus em operar nestes processos. O objetivo desta abordagem temática é olhar para fatos antecedentes e tentar localizar algumas respostas que poderão ser úteis aos nossos questionamentos sobre o sofrimento.
I. O SOFRIMENTO PODE SER UMA PROVAÇÃO VINDA DA PARTE DE DEUS
Em Tiago 1.12 lemos: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
O que vou explicar não constitui nenhum tripé de dificuldades doutrinárias. Simplesmente, segundo a Palavra de Deus, a provação têm uma só origem: os desígnios de Deus!
Segundo a mensagem de Tiago, as provações são um teste de fé e de caráter. Depois de passar nessa prova, o servo de Deus será recompensado. O sofrimento, portanto, pode ter sua origem nos misteriosos propósitos divinos.
II. O SOFRIMENTO PODE SER CONSEQÜÊNCIA DE PRÁTICAS PECAMINOSAS
Ao chegar num tanque público, Jesus se deparou com um homem que estava enfermo há 38 anos. Diz a Bíblia que ele não podia andar. Porém o encontro com Jesus encerra este período de sofrimento. O Senhor diz a ele: “Levanta, tome o teu leito e anda”. Ora, o homem andou! Mas o que nos chama a atenção é a palavra que Jesus traz a este homem quando o encontra de novo (João 5.14): “Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.”
Perceba que o sofrimento estava associado com algum tipo de prática pecaminosa acalentada por aquele homem. Uma trajetória de pecados (não confessados, não resolvidos, não abandonados) pode resultar em sofrimentos e males que irão atormentar a vida das pessoas durante anos e anos.
III. O SOFRIMENTO PODE DERIVAR DAS IMPERFEIÇÕES DO MUNDO PÓS-QUEDA
Nosso mundo e a história humana constituem uma vasta história de imperfeições, dor e sofrimento que estão presentes nos processos naturais. Lembremos que o gênero humano sofreu uma radical mudança com um evento que chamamos de “Queda do homem”. A narrativa sobre a Queda se encontra a partir de Gênesis capítulo 3. O texto afirma que após quebra do princípio da obediência pelos primeiros representantes da raça, o caos se instalou no mundo. Assim vieram as doenças, o trabalho árduo e desgastante, as crises relacionais, toda sorte de males e a morte (vv.16-19).
O Novo Testamento em Romanos 8.22-23, igualmente trata dos efeitos resultantes da Queda: “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.”
A criação geme – sofre! – pelos efeitos do pecado, ansiando pela manifestação de um novo céu e uma nova terra. Com isso reconhecemos que estamos numa situação de imperfeição. A segunda vinda de Cristo será a solução definitiva pela qual teremos de aguardar.
IV. O SOFRIMENTO PODE TER A SUA ORIGEM EM INVESTIDAS DO MALIGNO
Você também precisa saber que o sofrimento pode ter sua origem nas ações demoníacas.
Olhe que o Senhor Jesus nos diz em Lucas 13.11-13: “E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus.” Esta mulher sofria porque o diabo havia lançado nela a enfermidade (uma espécie de solda nos ossos da espinha). Por este relato, está evidente que o sofrimento pode resultar de investidas do maligno para aprisionar pessoas através da doença, tirando-lhes a qualidade de vida.
Conclusão:
Interpretar as razões do sofrimento não é algo fácil e nunca será. Contudo o discernimento espiritual (adquirido com o exercício de uma espiritualidade viva) poderá trazer luz sobre o assunto. Sugiro não uma palavra final, mas alguns conselhos:
1) Se você tiver a percepção de que sofrimento é uma provação, permaneça firme e se fortaleça na fé.
2) Se você tiver a percepção de que o sofrimento é resultante de uma trajetória de pecados, mude de vida!
3) Se você tiver a percepção de que o sofrimento deriva das imperfeições da natureza humana, de nada adiantará mergulhar no desespero. Creia em Cristo e viva na esperança que livramento final que virá da parte dele.
4) Se você tiver a percepção de que o sofrimento é um tormento maligno, procure ajuda. Ore com o povo de Deus, buscando a libertação que só será alcançada em submissão à Cristo.
5) Por fim creia que o sofrimento, para o servo do Senhor, será uma catapulta que o lançará à maturidade, ao crescimento e a fortificação na caminhada da fé.
sábado, 16 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
As sete operações diabólicas na mentalidade pós-moderna (Rev. Paulo)
A observação não necessita ser demasiadamente acurada para percebemos que muitas correntes de pensamento proliferam no mundo pós-moderno (a "época das incertezas"). À luz da Bíblia, a realidade é que as diretrizes da sociedade - sejam em suas expressões culturais, éticas, filosóficas, psicológicas, espirituais ou governamentais - estão sujeitas à influência das trevas: "Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno" (1 João 5.19). Ciente disso o critianismo engajado, crítico e consolidado nos fundamentos da Escritura não deixará de perceber a operação maligna na mentalidade dominante do mundo em que vivemos.
Hoje avaliaremos 7 conceitos que, mediante inequívoca influência espiritual, tendem a minar as bases da fé e da vivência cristã. Observe quais são:
1) Relativismo
2) Individualismo
3) Tolerantismo
4) Secularismo
5) Pragmatismo
6) Hedonismo
7) Consumismo
1) O Secularismo
O termo secularismo origina-se de uma palavra que significa “mundano”, “deste século”. Secular é o oposto do sagrado, do espiritual. É a corrupção doutrinária que ignora os princípios espirituais, banalizando e futilizando o sagrado. O secularismo tenta destronar a Deus e exaltar o homem. Sucumbimos ao secularismo quando adotamos as mesmas atitudes, valores e metas que aqueles que não conhecem a Jesus como Senhor e Salvador adotam.
Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
2) O Relativismo
O relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um definir a “sua” verdade. Nessa ótica tudo é relativo ao local, à época ou a outras circunstâncias. Para a sociedade relativista, as verdades e valores da Bíblia são relativos e parciais. Ou seja, a prática da moral e da ética depende da experiência de cada pessoa. Nesta categoria poderíamos também falar do "pluralismo inclusivista", tendência em que todas as correntes religiosas são aceitas e incluídas numa perspectiva mais "ampla" da verdade e da inter-relação do exercício da espiritualidade. Esse discurso, todavia, não é o mesmo discurso de Jesus de Nazaré.
João 14.6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
1 Timóteo 3.15: “… saiba como as pessoas devem se comportar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade” (NVI).
3) O Individualismo
Podemos definir o individualismo como a teoria que faz prevalecer o direito individual sobre o coletivo. Esta doutrina põe sua ênfase sobre as ações e vontades do indivíduo em detrimento do grupo.
A doutrina do individualismo tende a contaminar o cristianismo, gerando uma sub-cultura cristã individualista que descarta qualquer ênfase social ou mais profundamente comunitária do Evangelho.
1 Coríntios 13.4-5: “O amor (...) não procura os seus interesses.”
Filipenses 2.6-7: “Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo.”
4) O tolerantismo
É a tendência indiscriminada em fazer tolerância dos valores sem prestar atenção ou exercer juízo no que se tolera. Com isso o tolerantismo desemboca no relativismo, pois se aceita qualquer coisa sem o uso de critérios. É o princípio do “consentir sem jamais contestar." Nesse sentido, um pensador inglês do século XX chamado G. K. Chesterton disse: "A tolerância é a virtude do homem sem convicções."
1 Coríntios 5.11: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais."
5) O Pragmatismo
Teoria que afirma que a verdade consiste naquilo que é útil, naquilo em que se alcança êxito ou satisfação. Para o pragmatista, tudo o que desembocar em resultados satisfatórios é a verdade. Sob esta influência não existem escrúpulos éticos ou doutrinários. Em outras palavras, "funcionou, tá valendo."
Gálatas 1.10: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.”
6) O Hedonismo
O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta do “prazer sem limites”, sem reprimir seus instintos ou "amarrar-se" em sistemas morais. O objetivo do hedonista não é deleitar-se no Senhor, mas no próprio ego e nos próprios desejos. O hedonista diz: “O que importa, acima de tudo e de todos, é a minha satisfação.”
Salmo 1.1-2: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”
7) O Consumismo
O consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços indiscriminadamente, sem noção de que podem ser nocivos ou prejudiciais à nossa saúde física, emocional ou espiritual. O consumismo coloca a satisfação no “ter” e não no “ser”.
Hebreus 13.5: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.”
Conclusão: Após discernir a penetração destas influências no pensamento Pós-moderno, devemos tomar uma decisão: ou seremos integralmente de Cristo, abraçando seus ensinamentos (a verdade) de maneira incondicional; ou viveremos acompanhando o sutil sopro diabólico que penetra na cultura do nosso tempo. Ser cristão, todavia, é ter personalidade para dizer: "Eu não serei moldado por tendências. Eu quero ser moldado por Cristo e viver em plena conexão com a Sua vontade."
Hoje avaliaremos 7 conceitos que, mediante inequívoca influência espiritual, tendem a minar as bases da fé e da vivência cristã. Observe quais são:
1) Relativismo
2) Individualismo
3) Tolerantismo
4) Secularismo
5) Pragmatismo
6) Hedonismo
7) Consumismo
1) O Secularismo
O termo secularismo origina-se de uma palavra que significa “mundano”, “deste século”. Secular é o oposto do sagrado, do espiritual. É a corrupção doutrinária que ignora os princípios espirituais, banalizando e futilizando o sagrado. O secularismo tenta destronar a Deus e exaltar o homem. Sucumbimos ao secularismo quando adotamos as mesmas atitudes, valores e metas que aqueles que não conhecem a Jesus como Senhor e Salvador adotam.
Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
2) O Relativismo
O relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um definir a “sua” verdade. Nessa ótica tudo é relativo ao local, à época ou a outras circunstâncias. Para a sociedade relativista, as verdades e valores da Bíblia são relativos e parciais. Ou seja, a prática da moral e da ética depende da experiência de cada pessoa. Nesta categoria poderíamos também falar do "pluralismo inclusivista", tendência em que todas as correntes religiosas são aceitas e incluídas numa perspectiva mais "ampla" da verdade e da inter-relação do exercício da espiritualidade. Esse discurso, todavia, não é o mesmo discurso de Jesus de Nazaré.
João 14.6: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
1 Timóteo 3.15: “… saiba como as pessoas devem se comportar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade” (NVI).
3) O Individualismo
Podemos definir o individualismo como a teoria que faz prevalecer o direito individual sobre o coletivo. Esta doutrina põe sua ênfase sobre as ações e vontades do indivíduo em detrimento do grupo.
A doutrina do individualismo tende a contaminar o cristianismo, gerando uma sub-cultura cristã individualista que descarta qualquer ênfase social ou mais profundamente comunitária do Evangelho.
1 Coríntios 13.4-5: “O amor (...) não procura os seus interesses.”
Filipenses 2.6-7: “Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo.”
4) O tolerantismo
É a tendência indiscriminada em fazer tolerância dos valores sem prestar atenção ou exercer juízo no que se tolera. Com isso o tolerantismo desemboca no relativismo, pois se aceita qualquer coisa sem o uso de critérios. É o princípio do “consentir sem jamais contestar." Nesse sentido, um pensador inglês do século XX chamado G. K. Chesterton disse: "A tolerância é a virtude do homem sem convicções."
1 Coríntios 5.11: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais."
5) O Pragmatismo
Teoria que afirma que a verdade consiste naquilo que é útil, naquilo em que se alcança êxito ou satisfação. Para o pragmatista, tudo o que desembocar em resultados satisfatórios é a verdade. Sob esta influência não existem escrúpulos éticos ou doutrinários. Em outras palavras, "funcionou, tá valendo."
Gálatas 1.10: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.”
6) O Hedonismo
O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Designa uma atitude de vida voltada para a busca egoísta do “prazer sem limites”, sem reprimir seus instintos ou "amarrar-se" em sistemas morais. O objetivo do hedonista não é deleitar-se no Senhor, mas no próprio ego e nos próprios desejos. O hedonista diz: “O que importa, acima de tudo e de todos, é a minha satisfação.”
Salmo 1.1-2: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”
7) O Consumismo
O consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços indiscriminadamente, sem noção de que podem ser nocivos ou prejudiciais à nossa saúde física, emocional ou espiritual. O consumismo coloca a satisfação no “ter” e não no “ser”.
Hebreus 13.5: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.”
Conclusão: Após discernir a penetração destas influências no pensamento Pós-moderno, devemos tomar uma decisão: ou seremos integralmente de Cristo, abraçando seus ensinamentos (a verdade) de maneira incondicional; ou viveremos acompanhando o sutil sopro diabólico que penetra na cultura do nosso tempo. Ser cristão, todavia, é ter personalidade para dizer: "Eu não serei moldado por tendências. Eu quero ser moldado por Cristo e viver em plena conexão com a Sua vontade."
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Uma carta de esperança (Rev. Paulo)
Jeremias 29.10-14
Quando recebemos uma carta de alguém nos sentimos valorizados. Não é verdade? Lembro-me que quando estava no seminário, os jovens da igreja que eu congregava mandavam uma correspondência regular – assinada por todos – me estimulando a perseverar e avançar diante dos alvos de Deus para a minha vida.
No século XVI, o reformador João Calvino usava com freqüência a escrita de cartas para se comunicar com protestantes perseguidos na Europa. Em suas cartas aos prisioneiros na França, sentenciados à morte e aguardando o martírio, a todos exortava a conservar a fé, a suportar as aflições e aguardar a justiça divina. Quando as congregações protestantes eram perseguidas, Calvino escrevia instigando os irmãos ao exercício da perseverança: "...continueis firmes, de vossa parte, nenhum medo vos alarme.”
O texto que lemos também é uma carta. Trata-se de uma carta escrita pelo profeta Jeremias em Jerusalém. Seu objetivo é trazer orientação espiritual e consolação para o seu povo, que estava cativo na Babilônia (v.1). Hoje você verá como essa carta é atual em seu conteúdo e como ela nos fala ao coração. Eis a sua mensagem:
I. SERÁ EM VÃO A TENTATIVA DE INTERROMPER O TRATAMENTO DE DEUS EM SUA VIDA
Custe o que custar, os propósitos de Deus serão estabelecidos. Todavia em seu egocentrismo, o homem é tentado a pensar que seu destino será melhor escolhido mediante suas próprias intervenções. A carta de Jeremias diz: “Assim diz o Senhor: Logo que cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornado a trazer-vos para este lugar” (29.10). Em outras palavras, Deus estava dizendo que o tempo de cativeiro seria cumprido e que somente após esse período os judeus retornariam à sua terra.
É incrível e difícil admitir isto, mas as situações de prova são situações preparadas por Deus onde ele está operando de maneira especial em nós. Em meio aos processos de difícil sobrevivência, ele nos trata, nos molda e nos ensina o caminho da fé e da adoração.
Se o Senhor tem estabelecido isto para você, esse quadro terá de ser cumprido. Reconheçamos: Ele está ativo e nos ensinando – mesmo nos piores dias.
II. SAIBA QUE DEUS ESTARÁ TRABALHANDO PELO MELHOR
Escreveu o profeta na inspiração do Espírito de Deus: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (v.11).
A palavra “paz”, presente no texto, é uma emocionante palavra hebraica. Paz é “shalom”. Ela fala de florescimento universal, de harmonia – enfim, de como as coisas deveriam ser. O shalom é a condição primeira do homem no Paraíso. Jeremias está dizendo que Deus quer o “shalom” para o seu povo.
A tentação nos dias de cativeiro era de dizer que Deus não queria o bem, mas o mal. A verdade é que nas crises emocionais ou espirituais, nossa visão de Deus pode ser distorcida. Porém sua inequívoca Palavra jamais deixará de se cumprir: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).
III. SUA ESPERANÇA SOMENTE SERÁ FORTALECIDA NO CAMINHO DA ORAÇÃO
O tempo de dor e de cativeiro é o tempo de descobrir – mais do que em todos os outros períodos da vida – o caminho da oração. Perceba que quando tudo está bem somos levados a não depender muito de Deus. A tendência, nisto, é o relaxamento na vida de piedade.
Não obstante, surgirão as dificuldades. Invariavelmente elas nos lançam na direção das Escrituras; aí nos deparamos com uns dos mais belos trechos da carta de Jeremias: “Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (v.12-13). Essa busca é acompanhada das seguintes promessas: a) orar e ser ouvido; b) buscar de todo o coração e encontrar Deus.
É nessa caminhada de oração que o desesperançado encontrará a esperança; é nessa caminhada que seremos fortalecidos em situações de fraqueza.
IV. CREIA QUE A SUA SORTE SERÁ MUDADA NO TEMPO DA INTERVENÇÃO DE DEUS
A carta de Jeremias afirma que para sobreviver em dias difíceis é necessário esperar e crer que algo – no tempo de Deus – irá acontecer. A palavra de Deus lançada ao povo aponta para o futuro: “Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte” (v.14). O princípio é simples: aquele que foi achado por Deus, espera nele e investe no caminho da oração, verá sua sorte sendo mudada.
Depois de 70 anos de cativeiro, a Palavra se cumpriria e o povo de Israel seria congregado de todas as nações. Caro irmão e irmã, quando chegar o tempo de Deus intervir em sua vida, nada o poderá impedir. Sua sorte será mudada! Essa esperança, com efeito, irá lhe sustentar em dias difíceis.
Conclusão: A carta de Jeremias não somente falou ao coração do seu povo no passado; trata-se de uma mensagem atual, que penetra nos nossos mais profundos anseios. Eis o seu conteúdo: Não deseje interromper o tratamento de Deus em sua vida; saiba que Deus estará trabalhando pelo melhor; alimente sua esperança no caminho da oração; creia que a sua sorte será mudada no tempo da intervenção de Deus.
Quando recebemos uma carta de alguém nos sentimos valorizados. Não é verdade? Lembro-me que quando estava no seminário, os jovens da igreja que eu congregava mandavam uma correspondência regular – assinada por todos – me estimulando a perseverar e avançar diante dos alvos de Deus para a minha vida.
No século XVI, o reformador João Calvino usava com freqüência a escrita de cartas para se comunicar com protestantes perseguidos na Europa. Em suas cartas aos prisioneiros na França, sentenciados à morte e aguardando o martírio, a todos exortava a conservar a fé, a suportar as aflições e aguardar a justiça divina. Quando as congregações protestantes eram perseguidas, Calvino escrevia instigando os irmãos ao exercício da perseverança: "...continueis firmes, de vossa parte, nenhum medo vos alarme.”
O texto que lemos também é uma carta. Trata-se de uma carta escrita pelo profeta Jeremias em Jerusalém. Seu objetivo é trazer orientação espiritual e consolação para o seu povo, que estava cativo na Babilônia (v.1). Hoje você verá como essa carta é atual em seu conteúdo e como ela nos fala ao coração. Eis a sua mensagem:
I. SERÁ EM VÃO A TENTATIVA DE INTERROMPER O TRATAMENTO DE DEUS EM SUA VIDA
Custe o que custar, os propósitos de Deus serão estabelecidos. Todavia em seu egocentrismo, o homem é tentado a pensar que seu destino será melhor escolhido mediante suas próprias intervenções. A carta de Jeremias diz: “Assim diz o Senhor: Logo que cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornado a trazer-vos para este lugar” (29.10). Em outras palavras, Deus estava dizendo que o tempo de cativeiro seria cumprido e que somente após esse período os judeus retornariam à sua terra.
É incrível e difícil admitir isto, mas as situações de prova são situações preparadas por Deus onde ele está operando de maneira especial em nós. Em meio aos processos de difícil sobrevivência, ele nos trata, nos molda e nos ensina o caminho da fé e da adoração.
Se o Senhor tem estabelecido isto para você, esse quadro terá de ser cumprido. Reconheçamos: Ele está ativo e nos ensinando – mesmo nos piores dias.
II. SAIBA QUE DEUS ESTARÁ TRABALHANDO PELO MELHOR
Escreveu o profeta na inspiração do Espírito de Deus: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (v.11).
A palavra “paz”, presente no texto, é uma emocionante palavra hebraica. Paz é “shalom”. Ela fala de florescimento universal, de harmonia – enfim, de como as coisas deveriam ser. O shalom é a condição primeira do homem no Paraíso. Jeremias está dizendo que Deus quer o “shalom” para o seu povo.
A tentação nos dias de cativeiro era de dizer que Deus não queria o bem, mas o mal. A verdade é que nas crises emocionais ou espirituais, nossa visão de Deus pode ser distorcida. Porém sua inequívoca Palavra jamais deixará de se cumprir: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).
III. SUA ESPERANÇA SOMENTE SERÁ FORTALECIDA NO CAMINHO DA ORAÇÃO
O tempo de dor e de cativeiro é o tempo de descobrir – mais do que em todos os outros períodos da vida – o caminho da oração. Perceba que quando tudo está bem somos levados a não depender muito de Deus. A tendência, nisto, é o relaxamento na vida de piedade.
Não obstante, surgirão as dificuldades. Invariavelmente elas nos lançam na direção das Escrituras; aí nos deparamos com uns dos mais belos trechos da carta de Jeremias: “Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (v.12-13). Essa busca é acompanhada das seguintes promessas: a) orar e ser ouvido; b) buscar de todo o coração e encontrar Deus.
É nessa caminhada de oração que o desesperançado encontrará a esperança; é nessa caminhada que seremos fortalecidos em situações de fraqueza.
IV. CREIA QUE A SUA SORTE SERÁ MUDADA NO TEMPO DA INTERVENÇÃO DE DEUS
A carta de Jeremias afirma que para sobreviver em dias difíceis é necessário esperar e crer que algo – no tempo de Deus – irá acontecer. A palavra de Deus lançada ao povo aponta para o futuro: “Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte” (v.14). O princípio é simples: aquele que foi achado por Deus, espera nele e investe no caminho da oração, verá sua sorte sendo mudada.
Depois de 70 anos de cativeiro, a Palavra se cumpriria e o povo de Israel seria congregado de todas as nações. Caro irmão e irmã, quando chegar o tempo de Deus intervir em sua vida, nada o poderá impedir. Sua sorte será mudada! Essa esperança, com efeito, irá lhe sustentar em dias difíceis.
Conclusão: A carta de Jeremias não somente falou ao coração do seu povo no passado; trata-se de uma mensagem atual, que penetra nos nossos mais profundos anseios. Eis o seu conteúdo: Não deseje interromper o tratamento de Deus em sua vida; saiba que Deus estará trabalhando pelo melhor; alimente sua esperança no caminho da oração; creia que a sua sorte será mudada no tempo da intervenção de Deus.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
As visões de Isaías (Rev. Paulo)
Isaías 6.1-8
Alguns encontros podem mudar uma vida. Pensemos juntos em algumas realidades, tais como: o dia em que encontrei a pessoa que amo; o dia que encontrei a pessoa que me indicou para o trabalho que eu necessitava; o dia que encontrei com aquele (ou aquela) que trouxe uma orientação preciosa e iluminadora na escuridão das minhas indecisões. Logo após estes encontros, é comum dizermos: “Eu estava no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa.”
Um israelita chamado Isaías experimentou um destes encontros no XVIII século antes de Cristo. Seu encontro foi uma experiência espiritual. Esse encontro produziu uma visão; na verdade, três tipos de visão. O tema desta mensagem é: “As visões de Isaías.”
I. UMA VISÃO DE DEUS
A Bíblia, em vários episódios, nos mostra a história de homens que se encontraram com a história de Deus. Moisés foi achado por Deus quando estava no pasto, tratando de ovelhas (Êx 3.1-2). Gideão foi achado por Deus enquanto exercia seu papel de agricultor (Jz 6.11-12).
Isaías era de uma família nobre. Entretanto, a experiência com a glória de Deus foi o maior tesouro que ele encontrou em toda a sua vida. Mas o que ele viu? Segundo a Bíblia: O Senhor (Adonai, “Soberano”) assentado no seu trono (v.1); os Serafins, que são seres angelicais com seis asas (v.2); grande fumaça (v.4).
Tomás de Aquino foi um dos maiores gênios da humanidade. Morreu no ano de 1274, deixando um legado de escritos filosóficos e teológicos. Seu pensamento norteou o ensino das universidades européias na idade media, e, em muitos setores, até o dia de hoje. Esse pensador disse: “A última felicidade do homem não se encontra nos bens exteriores, nem nos bens do corpo, nem nos da alma: só pode encontrar-se na contemplação da verdade”. Ora, após ter escrito milhares de páginas e ter mudado a forma de pensar em seu tempo, poucos meses antes de sua morte, Aquino entrou na capela para o momento de devoção. Ali recebeu poderosa iluminação, experimentando de um êxtase. Depois disto, nada mais escreveu. Disse que depois desta experiência seus escritos poderiam ser considerados “como palha”.
A visão que nós tivermos de Deus será o elemento que mudará nossas vidas para sempre.
II. UMA VISÃO DE SI MESMO
O v.5 diz: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” João Calvino escreveu em suas Institutas da Religião Cristã: “...é notório que o homem jamais chega ao puro conhecimento de si mesmo até que haja antes contemplado a face de Deus.”
Em outras palavras, somente conhecendo a Deus é que teremos um verdadeiro conhecimento sobre nós mesmos. O dia em que se deparou com a visão dos céus foi o dia que Isaías soube quem ele realmente era.
A luz de Deus mostrará toda a intensidade das nossas trevas. Enfim, poderemos descobrir que estamos perdidos! Gostaria de trabalhar um pouco mais a frase “estar perdido”. Vou apontar algumas categorias de “perdidos” que tornarão nossa discussão mais interessante. Veja:
1) O perdido que faz uma “maquiagem” na sua perdição.
2) O perdido que se esconde por trás da religiosidade.
3) O perdido que considera os outros sempre mais perdidos que a si mesmo.
4) O perdido que orgulhosamente pensa que não está perdido.
Contudo existem homens e mulheres que ao saber de sua perdição conseguem tomar a decisão certa. Esse tipo de pessoa, após descobrir onde está e quem realmente é, investe na busca pela mudança. O sincero arrependimento lhe acompanha e ele (ou ela) passa a perseguir a vontade de Deus – exatamente como Isaías! Enfim, esse é um perdido que será achado e se dará bem.
III. UMA VISÃO DO MUNDO
Diz o texto no v.8: “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim!” A experiência com Deus despertou no profeta a necessidade de anunciar a Palavra de Deus ao seu povo, que estava tão perdido quanto o próprio Isaías. Aquele que experimenta da grandiosidade do poder e do perdão de Deus terá uma chama queimando em seu coração: Ele olhará para o mundo e desejará que outros experimentem o que ele experimentou.
Nesse ponto é inevitável falar de evangelização. Poderíamos resumir a evangelização do seguinte modo: “É a obra de transmitir o poder e o perdão que gratuitamente recebi em Jesus para o meu próximo; é olhar para o mundo e falar do que eu conheço e do que eu experimentei". No século XVII, Blaise Pascal declarou: “Crer em Deus não é pensar em Deus, mas sentir Deus”. Quem encontrou Deus e a verdade sobre si mesmo olhará para o mundo e dirá: “As pessoas precisam sentir o que eu estou sentindo!”
Aquele que evangeliza, afirmo, é um transmissor de sentimentos. Quando ganhamos um tremendo presente ou nos deparamos com uma notícia maravilhosa, não conseguimos ficar quietos; queremos compartilhar nossos sentimentos com o mundo. É desse modo que Isaías passou a agir no que diz respeito a sua fé.
Quem sente, descobre e encontra com Deus não se conterá, irá falar de Deus. Essa pessoa dirá: “Envia-me a mim!”
Conclusão: Após o encontro com Deus, com a verdade sobre si próprio e sobre a realidade do mundo (pecador), temos a construção de uma nova identidade, um novo ser. Estamos falando agora de uma “nova criatura”. Estas são as visões de Isaías.
Alguns encontros podem mudar uma vida. Pensemos juntos em algumas realidades, tais como: o dia em que encontrei a pessoa que amo; o dia que encontrei a pessoa que me indicou para o trabalho que eu necessitava; o dia que encontrei com aquele (ou aquela) que trouxe uma orientação preciosa e iluminadora na escuridão das minhas indecisões. Logo após estes encontros, é comum dizermos: “Eu estava no lugar certo, na hora certa, com a pessoa certa.”
Um israelita chamado Isaías experimentou um destes encontros no XVIII século antes de Cristo. Seu encontro foi uma experiência espiritual. Esse encontro produziu uma visão; na verdade, três tipos de visão. O tema desta mensagem é: “As visões de Isaías.”
I. UMA VISÃO DE DEUS
A Bíblia, em vários episódios, nos mostra a história de homens que se encontraram com a história de Deus. Moisés foi achado por Deus quando estava no pasto, tratando de ovelhas (Êx 3.1-2). Gideão foi achado por Deus enquanto exercia seu papel de agricultor (Jz 6.11-12).
Isaías era de uma família nobre. Entretanto, a experiência com a glória de Deus foi o maior tesouro que ele encontrou em toda a sua vida. Mas o que ele viu? Segundo a Bíblia: O Senhor (Adonai, “Soberano”) assentado no seu trono (v.1); os Serafins, que são seres angelicais com seis asas (v.2); grande fumaça (v.4).
Tomás de Aquino foi um dos maiores gênios da humanidade. Morreu no ano de 1274, deixando um legado de escritos filosóficos e teológicos. Seu pensamento norteou o ensino das universidades européias na idade media, e, em muitos setores, até o dia de hoje. Esse pensador disse: “A última felicidade do homem não se encontra nos bens exteriores, nem nos bens do corpo, nem nos da alma: só pode encontrar-se na contemplação da verdade”. Ora, após ter escrito milhares de páginas e ter mudado a forma de pensar em seu tempo, poucos meses antes de sua morte, Aquino entrou na capela para o momento de devoção. Ali recebeu poderosa iluminação, experimentando de um êxtase. Depois disto, nada mais escreveu. Disse que depois desta experiência seus escritos poderiam ser considerados “como palha”.
A visão que nós tivermos de Deus será o elemento que mudará nossas vidas para sempre.
II. UMA VISÃO DE SI MESMO
O v.5 diz: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” João Calvino escreveu em suas Institutas da Religião Cristã: “...é notório que o homem jamais chega ao puro conhecimento de si mesmo até que haja antes contemplado a face de Deus.”
Em outras palavras, somente conhecendo a Deus é que teremos um verdadeiro conhecimento sobre nós mesmos. O dia em que se deparou com a visão dos céus foi o dia que Isaías soube quem ele realmente era.
A luz de Deus mostrará toda a intensidade das nossas trevas. Enfim, poderemos descobrir que estamos perdidos! Gostaria de trabalhar um pouco mais a frase “estar perdido”. Vou apontar algumas categorias de “perdidos” que tornarão nossa discussão mais interessante. Veja:
1) O perdido que faz uma “maquiagem” na sua perdição.
2) O perdido que se esconde por trás da religiosidade.
3) O perdido que considera os outros sempre mais perdidos que a si mesmo.
4) O perdido que orgulhosamente pensa que não está perdido.
Contudo existem homens e mulheres que ao saber de sua perdição conseguem tomar a decisão certa. Esse tipo de pessoa, após descobrir onde está e quem realmente é, investe na busca pela mudança. O sincero arrependimento lhe acompanha e ele (ou ela) passa a perseguir a vontade de Deus – exatamente como Isaías! Enfim, esse é um perdido que será achado e se dará bem.
III. UMA VISÃO DO MUNDO
Diz o texto no v.8: “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim!” A experiência com Deus despertou no profeta a necessidade de anunciar a Palavra de Deus ao seu povo, que estava tão perdido quanto o próprio Isaías. Aquele que experimenta da grandiosidade do poder e do perdão de Deus terá uma chama queimando em seu coração: Ele olhará para o mundo e desejará que outros experimentem o que ele experimentou.
Nesse ponto é inevitável falar de evangelização. Poderíamos resumir a evangelização do seguinte modo: “É a obra de transmitir o poder e o perdão que gratuitamente recebi em Jesus para o meu próximo; é olhar para o mundo e falar do que eu conheço e do que eu experimentei". No século XVII, Blaise Pascal declarou: “Crer em Deus não é pensar em Deus, mas sentir Deus”. Quem encontrou Deus e a verdade sobre si mesmo olhará para o mundo e dirá: “As pessoas precisam sentir o que eu estou sentindo!”
Aquele que evangeliza, afirmo, é um transmissor de sentimentos. Quando ganhamos um tremendo presente ou nos deparamos com uma notícia maravilhosa, não conseguimos ficar quietos; queremos compartilhar nossos sentimentos com o mundo. É desse modo que Isaías passou a agir no que diz respeito a sua fé.
Quem sente, descobre e encontra com Deus não se conterá, irá falar de Deus. Essa pessoa dirá: “Envia-me a mim!”
Conclusão: Após o encontro com Deus, com a verdade sobre si próprio e sobre a realidade do mundo (pecador), temos a construção de uma nova identidade, um novo ser. Estamos falando agora de uma “nova criatura”. Estas são as visões de Isaías.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Pais: lutem para não serem omissos! (Rev. Paulo)
Veja o que a Palavra de Deus fala da relação de Davi com seu filho Adonias: “Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?” (1 Reis 1.6).
Davi foi um grande homem de Deus. A Bíblia fala sobre a sua busca espiritual profunda e intensa. Sabemos das suas vitórias como rei. Sabemos que ele escreveu muitos salmos e que estes salmos são inspiração para nós até o dia de hoje. Davi foi o moço que derrotou o gigante Golias, numa história que por séculos tem nos ensinado que os desafios podem ser superados com o auxílio e a direção de Deus. Enfim, a Bíblia chama Davi de “homem segundo o coração de Deus” (Atos 13.22).
Porém Davi não foi um sucesso como pai. Na realidade, podemos até dizer que como pai ele beirou o fracasso total. Não temos tempo hábil para estudar exaustivamente seus fracassos na paternidade ou seu adultério com uma mulher casada. Contudo posso dizer que seu fracasso como pai está associado a uma palavra: omissão! Aquele que é omisso é descuidado, é negligente. Davi tantas vezes agiu desse modo com seus mais de 15 filhos.
Hoje trabalharemos com o tema “Pais: lutem para não serem omissos!” Depois de ler a referência em 1 Reis, nos voltaremos para o livro de 2 Samuel.
I. A OMISSÃO NA CORREÇÃO
Davi teve vários filhos de várias mulheres. Um filho homem chamado Amnom acabou se apaixonando por uma filha do rei, chamada Tamar. Diz a Bíblia em 2 Samuel 13.2: “Angustiou-se Amnom por Tamar, sua irmã, a ponto de adoecer, pois, sendo ela virgem, parecia-lhe impossível fazer-lhe coisa alguma.”
Seguindo o conselho de um amigo chamado Jonadabe, Amonm fingiu ter uma enfermidade e trouxe sua irmã Tamar para cuidar dele. Com isso ele a estuprou (v.14).
Qual foi a reação de Davi? Sabemos que “muito lhe se acendeu a ira” (v.21). Porém não encontramos nenhuma menção de Davi tratando o pecado do seu filho. A omissão na correção pode desencadear situações de desastre familiar e perda do referencial de autoridade, marcas que perduraram na casa de Davi até os seus últimos dias.
II. A OMISSÃO RELACIONAL
Depois que foi estuprada Tamar foi para a casa de seu outro irmão, Absalão. Observe 2 Samuel 13.20: “Assim ficou Tamar e esteve desolada em casa de Absalão, seu irmão.”
Nesta situação absolutamente traumática e dolorida, não encontramos nenhuma palavra de Davi para sua filha. Também não vemos Davi insistindo com ela para ficar em seu palácio. Ao que tudo indica, ele não foi um ombro amigo para Tamar na maior tragédia da sua vida.
Esta é a omissão relacional. Quando pais não estabelecem vínculos relacionais mais profundos com seus filhos, eles poderão crescer com sérios problemas emocionais e espirituais.
Quando os pais adotam a filosofia do “cada um cuide da sua vida”, ou “eu sou uma pessoa fechada e distante mesmo”, poderão se deparar com graves dificuldades no futuro – seja para si mesmos como na vida de seus filhos.
III. A OMISSÃO PELO EXCESSO DE LIBERDADE
Absalão, o filho mais belo e cativante de Davi, ficou cheio de ódio quando soube do estupro de Amnom. Absalão tomou as dores de Tamar. Passados 2 anos, Absalão convidou todos os filhos do rei para tosquiar ovelhas. Neste encontro, ele disse para os jovens que lhe serviam: matem Amnom! (13.28-29).
Diante do assassinato entre irmãos, o reino ficou tomado de espanto. Davi veio a chorar amargamente (13.36).
Com o triste fato, Absalão foi banido da corte de Davi por uns três anos. Com a poeira abaixando, Absalão retorna. “Disse o rei: Torne para a sua casa e não veja a minha face. Tornou, pois, Absalão para sua casa e não viu a face do rei” (14.24).
Veja que Absalão havia cometido um assassinato, porém não foi julgado por isto. Em seguida, com as portas abertas no reino, Absalão se rebela contra o rei e levanta uma conspiração para tomar o poder. Acabou morrendo de maneira violenta (18.14).
Os pais não podem ser cúmplices dos erros dos filhos. A omissão pelo excesso de liberdade pode levar o filho ao mau-caratismo, a distância dos princípios de Deus e a situações de tragédia pessoal.
De outro lado, o excesso de liberdade pode levar os pais ao sentimento de fracasso e ao choro amargo.
Conclusão: Nós iniciamos essa mensagem com a frase que fala da relação de Davi com seu filho Adonias: “Jamais seu pai o contrariou” (1 Reis 1.6). Pais, a missão de vocês diante de Deus não pode ser acompanhada da omissão. Sendo assim, encerro este tempo com duas orientações básicas:
1) Pais, fujam do pecado da omissão.
2) Pais, insistam com todas as forças em ensinar a vida espiritual para os seus filhos.
Vocês constituem o primeiro modelo deles. Se os pais são piedosos e fiéis, há uma grande chance dos filhos se tornarem homens e mulheres de Deus; mas se os pais são relapsos e infiéis espiritualmente, seus filhos também poderão seguir o mesmo caminho.
Davi foi um grande homem de Deus. A Bíblia fala sobre a sua busca espiritual profunda e intensa. Sabemos das suas vitórias como rei. Sabemos que ele escreveu muitos salmos e que estes salmos são inspiração para nós até o dia de hoje. Davi foi o moço que derrotou o gigante Golias, numa história que por séculos tem nos ensinado que os desafios podem ser superados com o auxílio e a direção de Deus. Enfim, a Bíblia chama Davi de “homem segundo o coração de Deus” (Atos 13.22).
Porém Davi não foi um sucesso como pai. Na realidade, podemos até dizer que como pai ele beirou o fracasso total. Não temos tempo hábil para estudar exaustivamente seus fracassos na paternidade ou seu adultério com uma mulher casada. Contudo posso dizer que seu fracasso como pai está associado a uma palavra: omissão! Aquele que é omisso é descuidado, é negligente. Davi tantas vezes agiu desse modo com seus mais de 15 filhos.
Hoje trabalharemos com o tema “Pais: lutem para não serem omissos!” Depois de ler a referência em 1 Reis, nos voltaremos para o livro de 2 Samuel.
I. A OMISSÃO NA CORREÇÃO
Davi teve vários filhos de várias mulheres. Um filho homem chamado Amnom acabou se apaixonando por uma filha do rei, chamada Tamar. Diz a Bíblia em 2 Samuel 13.2: “Angustiou-se Amnom por Tamar, sua irmã, a ponto de adoecer, pois, sendo ela virgem, parecia-lhe impossível fazer-lhe coisa alguma.”
Seguindo o conselho de um amigo chamado Jonadabe, Amonm fingiu ter uma enfermidade e trouxe sua irmã Tamar para cuidar dele. Com isso ele a estuprou (v.14).
Qual foi a reação de Davi? Sabemos que “muito lhe se acendeu a ira” (v.21). Porém não encontramos nenhuma menção de Davi tratando o pecado do seu filho. A omissão na correção pode desencadear situações de desastre familiar e perda do referencial de autoridade, marcas que perduraram na casa de Davi até os seus últimos dias.
II. A OMISSÃO RELACIONAL
Depois que foi estuprada Tamar foi para a casa de seu outro irmão, Absalão. Observe 2 Samuel 13.20: “Assim ficou Tamar e esteve desolada em casa de Absalão, seu irmão.”
Nesta situação absolutamente traumática e dolorida, não encontramos nenhuma palavra de Davi para sua filha. Também não vemos Davi insistindo com ela para ficar em seu palácio. Ao que tudo indica, ele não foi um ombro amigo para Tamar na maior tragédia da sua vida.
Esta é a omissão relacional. Quando pais não estabelecem vínculos relacionais mais profundos com seus filhos, eles poderão crescer com sérios problemas emocionais e espirituais.
Quando os pais adotam a filosofia do “cada um cuide da sua vida”, ou “eu sou uma pessoa fechada e distante mesmo”, poderão se deparar com graves dificuldades no futuro – seja para si mesmos como na vida de seus filhos.
III. A OMISSÃO PELO EXCESSO DE LIBERDADE
Absalão, o filho mais belo e cativante de Davi, ficou cheio de ódio quando soube do estupro de Amnom. Absalão tomou as dores de Tamar. Passados 2 anos, Absalão convidou todos os filhos do rei para tosquiar ovelhas. Neste encontro, ele disse para os jovens que lhe serviam: matem Amnom! (13.28-29).
Diante do assassinato entre irmãos, o reino ficou tomado de espanto. Davi veio a chorar amargamente (13.36).
Com o triste fato, Absalão foi banido da corte de Davi por uns três anos. Com a poeira abaixando, Absalão retorna. “Disse o rei: Torne para a sua casa e não veja a minha face. Tornou, pois, Absalão para sua casa e não viu a face do rei” (14.24).
Veja que Absalão havia cometido um assassinato, porém não foi julgado por isto. Em seguida, com as portas abertas no reino, Absalão se rebela contra o rei e levanta uma conspiração para tomar o poder. Acabou morrendo de maneira violenta (18.14).
Os pais não podem ser cúmplices dos erros dos filhos. A omissão pelo excesso de liberdade pode levar o filho ao mau-caratismo, a distância dos princípios de Deus e a situações de tragédia pessoal.
De outro lado, o excesso de liberdade pode levar os pais ao sentimento de fracasso e ao choro amargo.
Conclusão: Nós iniciamos essa mensagem com a frase que fala da relação de Davi com seu filho Adonias: “Jamais seu pai o contrariou” (1 Reis 1.6). Pais, a missão de vocês diante de Deus não pode ser acompanhada da omissão. Sendo assim, encerro este tempo com duas orientações básicas:
1) Pais, fujam do pecado da omissão.
2) Pais, insistam com todas as forças em ensinar a vida espiritual para os seus filhos.
Vocês constituem o primeiro modelo deles. Se os pais são piedosos e fiéis, há uma grande chance dos filhos se tornarem homens e mulheres de Deus; mas se os pais são relapsos e infiéis espiritualmente, seus filhos também poderão seguir o mesmo caminho.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Como manter a vida espiritual quando "tudo vai de mal a pior" (Rev. Paulo)
Existem alguns períodos da vida que, definitivamente, não são fáceis. Neles, as pessoas acabam falando: “Minha vida está de mal a pior”. É o tempo onde as coisas não estão dando certo; é o tempo as indefinições estão prevalecendo; é o tempo onde as portas se fecharam; é o tempo onde os problemas parecem que vão nos engolir.
O apóstolo Paulo, falando de pressões espirituais, já havia escrito sobre a resistência “no dia mau” (Ef 6.13). Quão bom seria se pudéssemos “apertar um botão” fazendo com que estas situações não perdurassem. Todavia, já que não podemos apertar um botão, a questão que se levanta é a seguinte: Como manteremos a vida espiritual quando tudo “vai de mal a pior”? É o que veremos nesta mensagem.
I. NÃO DESANIME DIANTE DO FRACASSO, O QUE IMPORTA É QUE DEUS ESTÁ AGINDO DENTRO DE VOCÊ
Observe 2 Co 4.16: “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.”
Paulo afirma que o homem exterior pode “se corromper”. Ele está falando da decadência física que todos nós podemos enfrentar. Somos, na realidade, “vasos de barro”. Veja: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados” (2 Co 4.7-8).
O fracasso é parte desta constituição de “vaso de barro”; seja por meio da dor emocional, da dor física ou de um volume grandioso de decepções e perdas. O apóstolo, por conseguinte, lutou com seus fracassos pessoais como qualquer um de nós. Em 2 Co 1.8 lemos: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida”. A palavra “desesperarmos” significa “estar sem saída”, ou “estar em completo desespero.”
No entanto devemos ter uma percepção maior dos fatos. Algo – mediante o poderoso e inequívoco agir de Deus – está se renovando dentro de nós. É a operação de Deus na nossa alma.
Isaías declara: “...mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.31).
Podemos estar vivendo enormes pressões em nosso exterior, mas se a graça e o poder de Deus estão agindo nas profundezas do nosso ser, resistiremos e venceremos!
II. CREIA QUE NA PRESENÇA DE JESUS A TRIBULAÇÃO SERÁ LEVE, MOMENTÂNEA E RECOMPENSADA
2 Co 4.17 nos diz: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação.”
Precisamos de algumas definições sobre a palavra “tribulação”. Pode significar dura aflição, sofrimento por circunstâncias externas, opressão, problemas. Ora, Paulo bem sabia o que era o sofrimento. Indubitavelmente, nós também!
Na continuidade, o apóstolo aponta para a visão que devemos ter das situações de tribulação como servos de Deus. Um crente, portanto, olhará para a tribulação de forma diferente. Observe:
- Ele compreende que ela será leve: um fardo fácil de suportar, um peso leve. Jesus disse: “Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.30). Portanto, tribulação com leveza - por mais incrível e paradoxal que isso pareça -, somente na presença de Jesus.
- Ele compreende que ela será momentânea: algo temporário, parecido com a nuvem que vem e vai. Uma situação de curta duração. Caminhando com Jesus nosso coração se enche de esperança, pois cremos que a situação era mudar.
- Ele compreende que a tribulação terá a sua recompensa: as tribulações antecedem grandes momentos para os crentes. A fé e a submissão nunca serão esquecidas pelo Senhor. Romanos 8.18 diz: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”
III. CONCENTRE O FOCO DA SUA VISÃO NO MUNDO INVISÍVEL
Vou falar sobre a vida de um escocês chamado Ernest Gordon. No ano de 1942, na Segunda Guerra Mundial, Gordon foi aprisionado pelo exército japonês. Num campo de prisioneiros na Birmânia, viu os horrores praticados pelo inimigo. A cada dia, cerca de 30 homens morriam no acampamento. Doenças, calor insuportável, torturas e execuções eram uma constante entre os prisioneiros. A alimentação consistia em um punhado de arroz por dia. Gordon nunca havia se interessado pela vida espiritual em sua vida cotidiana. Era um cético. Certo dia um prisioneiro morreu e a sua Bíblia ficou com Gordon. Ele mesmo disse: "Eu pensava que deveria haver algo mais. Comecei a levar Deus a sério. O Cristianismo faz muito sentido quando se dedica tempo à leitura do Novo Testamento". Gordon se tornou uma espécie de capelão dos prisioneiros. Foram 3 anos e meio de sofrimento, mas também da descoberta da fé. Depois de ser liberto e a guerra acabar, Gordon avançou na vida espiritual. Tornou-se pastor presbiteriano e trabalhou muitos anos como capelão da Universidade de Princeton. Era um ministro da reconciliação. A vida mudou quando Gordon decidiu concentrar o foco da sua visão no mundo invisível.
Leiamos 2 Co 4.18: “...não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” Os olhos da fé, segundo João Calvino, “vêem mais do que todos os sentidos naturais do homem.”
Conclusão: Em dias que tudo “vai de mal a pior”, nosso mecanismo de sobrevivência é um só: a fé em Cristo! Fique firme, não desanime. Busque com todas as forças focar a sua visão no invisível. E o melhor de tudo é saber que a caminhada da fé terá a sua recompensa. A Deus toda glória!
O apóstolo Paulo, falando de pressões espirituais, já havia escrito sobre a resistência “no dia mau” (Ef 6.13). Quão bom seria se pudéssemos “apertar um botão” fazendo com que estas situações não perdurassem. Todavia, já que não podemos apertar um botão, a questão que se levanta é a seguinte: Como manteremos a vida espiritual quando tudo “vai de mal a pior”? É o que veremos nesta mensagem.
I. NÃO DESANIME DIANTE DO FRACASSO, O QUE IMPORTA É QUE DEUS ESTÁ AGINDO DENTRO DE VOCÊ
Observe 2 Co 4.16: “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.”
Paulo afirma que o homem exterior pode “se corromper”. Ele está falando da decadência física que todos nós podemos enfrentar. Somos, na realidade, “vasos de barro”. Veja: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados” (2 Co 4.7-8).
O fracasso é parte desta constituição de “vaso de barro”; seja por meio da dor emocional, da dor física ou de um volume grandioso de decepções e perdas. O apóstolo, por conseguinte, lutou com seus fracassos pessoais como qualquer um de nós. Em 2 Co 1.8 lemos: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida”. A palavra “desesperarmos” significa “estar sem saída”, ou “estar em completo desespero.”
No entanto devemos ter uma percepção maior dos fatos. Algo – mediante o poderoso e inequívoco agir de Deus – está se renovando dentro de nós. É a operação de Deus na nossa alma.
Isaías declara: “...mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.31).
Podemos estar vivendo enormes pressões em nosso exterior, mas se a graça e o poder de Deus estão agindo nas profundezas do nosso ser, resistiremos e venceremos!
II. CREIA QUE NA PRESENÇA DE JESUS A TRIBULAÇÃO SERÁ LEVE, MOMENTÂNEA E RECOMPENSADA
2 Co 4.17 nos diz: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação.”
Precisamos de algumas definições sobre a palavra “tribulação”. Pode significar dura aflição, sofrimento por circunstâncias externas, opressão, problemas. Ora, Paulo bem sabia o que era o sofrimento. Indubitavelmente, nós também!
Na continuidade, o apóstolo aponta para a visão que devemos ter das situações de tribulação como servos de Deus. Um crente, portanto, olhará para a tribulação de forma diferente. Observe:
- Ele compreende que ela será leve: um fardo fácil de suportar, um peso leve. Jesus disse: “Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.30). Portanto, tribulação com leveza - por mais incrível e paradoxal que isso pareça -, somente na presença de Jesus.
- Ele compreende que ela será momentânea: algo temporário, parecido com a nuvem que vem e vai. Uma situação de curta duração. Caminhando com Jesus nosso coração se enche de esperança, pois cremos que a situação era mudar.
- Ele compreende que a tribulação terá a sua recompensa: as tribulações antecedem grandes momentos para os crentes. A fé e a submissão nunca serão esquecidas pelo Senhor. Romanos 8.18 diz: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”
III. CONCENTRE O FOCO DA SUA VISÃO NO MUNDO INVISÍVEL
Vou falar sobre a vida de um escocês chamado Ernest Gordon. No ano de 1942, na Segunda Guerra Mundial, Gordon foi aprisionado pelo exército japonês. Num campo de prisioneiros na Birmânia, viu os horrores praticados pelo inimigo. A cada dia, cerca de 30 homens morriam no acampamento. Doenças, calor insuportável, torturas e execuções eram uma constante entre os prisioneiros. A alimentação consistia em um punhado de arroz por dia. Gordon nunca havia se interessado pela vida espiritual em sua vida cotidiana. Era um cético. Certo dia um prisioneiro morreu e a sua Bíblia ficou com Gordon. Ele mesmo disse: "Eu pensava que deveria haver algo mais. Comecei a levar Deus a sério. O Cristianismo faz muito sentido quando se dedica tempo à leitura do Novo Testamento". Gordon se tornou uma espécie de capelão dos prisioneiros. Foram 3 anos e meio de sofrimento, mas também da descoberta da fé. Depois de ser liberto e a guerra acabar, Gordon avançou na vida espiritual. Tornou-se pastor presbiteriano e trabalhou muitos anos como capelão da Universidade de Princeton. Era um ministro da reconciliação. A vida mudou quando Gordon decidiu concentrar o foco da sua visão no mundo invisível.
Leiamos 2 Co 4.18: “...não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” Os olhos da fé, segundo João Calvino, “vêem mais do que todos os sentidos naturais do homem.”
Conclusão: Em dias que tudo “vai de mal a pior”, nosso mecanismo de sobrevivência é um só: a fé em Cristo! Fique firme, não desanime. Busque com todas as forças focar a sua visão no invisível. E o melhor de tudo é saber que a caminhada da fé terá a sua recompensa. A Deus toda glória!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Festa do jeca 2010!!!
Assinar:
Comentários (Atom)













