Alguém já disse que quando
paramos de sonhar, começamos a morrer. De fato, quando desistimos dos nossos
sonhos a vida tornar-se insípida. Quem parou de sonhar, na realidade, parou de
lutar. E quando desistimos de lutar, tudo se resume em letargia e imobilidade.
Famílias
que desistem de sonhar serão arrastadas pelo derrotismo. Pessoas que desistem
de sonhar serão vencidas pelo pessimismo. Uma igreja que desiste de sonhar será
vencida pelo imobilismo. Em outras palavras, quando a igreja não persevera em
alcançar seus sonhos, ela perde a habilidade de movimentar-se. Essa igreja pode
ser tornar um “monumento”, mas não um “movimento”. Quem sonha, afirmo, está em
movimento; está olhando na direção do horizonte e buscando novos alvos, novos
espaços, novas situações para anunciar a mensagem que estrutura seu sonho.
Esse
texto tem como pano de fundo um acontecimento histórico. A Igreja Presbiteriana
de Carazinho, no dia 03 de Abril, completa 10 anos. Nestes 10 anos, é possível afirmar que nem todas as nossas decisões foram as melhores. Certamente nem tudo saiu
da maneira que planejamos. Ah, mas se existe algo que nunca foi perdido nestes
10 anos, digo sem hesitação, é a nossa capacidade de sonhar.
No
ano de 2005 a Igreja Presbiteriana era uma desconhecida em Carazinho. Não
tínhamos pessoas consolidadas e muito menos um local para reunir. As
perspectivas naqueles dias não eram as melhores. Todavia, perspectivas ruins
não têm o poder suficiente para sufocar os nossos sonhos. Os sonhos olham mais
à frente. E foi justamente isso que fizemos. Alugamos um pequeno, limitado e
simples imóvel. Ali, no dia 03 de Abril de 2005 realizamos o primeiro culto
público. Naquele domingo distribuímos convites no bairro e oramos a Deus
pedindo a sua bênção e direção para o passo que estávamos dando. Pois bem, algumas poucas pessoas vieram. Começamos!
O que ocorre ao vivenciar essas
experiências, é que nos tornamos pessoas que não têm medo de sonhar. Lá pelos idos de 2007 surgiu a idéia de que deveríamos
melhorar o espaço físico da igreja. Começamos a sonhar com a locação do antigo
centro de distribuição dos correios de Carazinho. Os custos eram bem maiores. A
princípio, achamos que seria um passo perigoso. Como sonhar “não custa nada”,
pedimos orientação ao nosso Pai sobre o que fazer. Percebíamos naqueles dias
que Ele alimentava essa esperança. Por isso decidimos não retroceder nessa
visão. A igreja rumou para a mudança, rumou para novos ares – rumou para um
novo tempo.
Veja
só, o hábito de sonhar foi perseverante. De 2009 para 2010 nossa mente estava
inquieta. Queríamos um terreno, queríamos construir um templo. Naqueles dias
pensamentos aniquiladores de sonhos surgiam: “Jamais conseguiremos um terreno
bem localizado. No centro? Nem pensar!” Ou: “Como sonhar com o melhor com os
(poucos) recursos que dispomos?” Mas o sonho foi indubitavelmente maior do que
as forças de desestímulo. O Pai que está nos céus abriu uma porta. Usou
pessoas. No final do ano de 2010, conseguimos dar passos na direção da compra
do terreno na Av. Antônio José Barlette, no centro da cidade... O sonho
adquiriu ares de algo amalucado, porque construir um grande templo sempre será
algo demasiadamente custoso e desgastante. Pois bem amigo leitor, estas linhas
foram escritas nas dependências deste templo, pois em Maio de 2013 efetivamente
nos livramos do aluguel. O que parecia loucura transformou-se em algo tangível,
para a glória de Deus.
Quando
olhamos para as Escrituras, percebemos que nossos sonhos necessitam se apoiar
numa virtuosa atitude – a fé! Essa é a “certeza de coisas que se esperam, a
convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1). Jesus Cristo é o “Autor e
Consumador” dessa fé criadora (Hb 12.2). Diante de tudo isso, noto que a nossa
capacidade de sonhar ainda é bastante pulsante. Nossa mente enxerga muitos
discípulos de Cristo (ensinados, consolidados e multiplicando). Sonhamos com
muita desenvoltura nos ministérios, muita atitude em espalhar o Evangelho,
muito impacto sobre o povo gaúcho. O horizonte nos chama. Estamos com os olhos
aguçados. Caro leitor, podemos lhe dizer sem medo: Vale a pena sonhar!
Rev. Paulo Foltran
Kolorki.