quarta-feira, 29 de maio de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
RETIRO 2013: maravilhoso em todos os sentidos!
Amigos e amigas participantes, que dias
nós vivemos! Tínhamos tudo o que precisávamos: alegria, comunhão, mensagens
fundamentadas, entretenimento saudável e... oração. Iniciamos o retiro em
precisa sintonia com o tema, isto é, com o joelho no chão e a boca no pó. E
como terminamos o retiro? Do mesmo modo: joelho no chão e boca no pó. Que venha
2014!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
A CORAGEM DA FÉ
Josué 1.7-9
Fé e coragem andam de mãos dadas.
Não há fé sem coragem porque o ato de crer requer firmeza, bravura. Entendo que
as pessoas que têm dificuldade de se entregar incondicionalmente ao Caminho de
Jesus Cristo, no fundo, são destituídas de ousadia interior, de
coragem. Um pensador chamado Paul Tillich disse o seguinte: “Coragem
é o conhecimento do que evitar e do que enfrentar”. Ora, isso nos mostra que a
coragem nos leva a desistir de algumas coisas e a perseverar
incansavelmente por outras.
A Bíblia, muitas vezes, fala
sobre coragem. Seja no uso estrito da palavra “coragem” ou em personagens que
usaram de muita coragem diante dos desafios da vida, o rumo apontado é que
servir ao Deus Eterno e aos seus propósitos é um ato de coragem.
Nossa sociedade tende a
reconhecer pessoas corajosas. Geralmente os desbravadores, os guerreiros, os
visionários são gente conhecida por sua coragem. Contudo, a coragem da fé
mostra uma face diferente. É mais do que um vigor físico ou disposição mental.
Ela tem a ver com a disposição de acreditar no Soberano dos céus e da terra, e,
igualmente, submeter-se às suas ordenanças.
Hoje vou falar sobre a coragem de
um personagem bíblico cujo nome era Josué. Este homem assumia o comando da
nação de Israel em substituição ao grande profeta Moisés. Nesta transição, o
próprio Deus viria a lhe falar sobre a importância da coragem. Eis algumas
orientações desta conversa:
1) USE DE CORAGEM PARA DIRIGIR A
SUA VIDA PELA PALAVRA DE DEUS
Js 1.7a: “Tão-somente sê forte e
mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo
Moisés te ordenou...” A palavra “coragem” na língua hebraica, aponta para
uma pessoa ousada, que está alerta, que é determinada.
Uma pessoa que não possui estas
qualidades jamais irá submeter-se a direção da Palavra de Deus. Se você
permite que a mensagem das Escrituras dirija sua vida, molde seu caráter e lhe
mostre como tudo tem de ser feito, você é corajoso, você é ousado, você está
alerta!
Onde precisamos de mais
coragem? Para servir a Deus, ou para levar a vida como a
grande maioria das pessoas o faz? Certamente será necessária mais coragem
para servir a Deus. Creio que é necessário ter coragem para ser diferente;
é necessário ter coragem para ser dirigido – em todas as esferas da vida – pela
Palavra de Deus. Este era o desafio dado por Deus a Josué.
2) USE DE CORAGEM PARA SER UMA
PESSOA COM PROPÓSITOS FIRMES
Js 1.7b: “...dela não
te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido
por onde quer que andares.” A orientação de Deus para observar a sua
palavra envolvia firmeza de propósitos.
Coragem, nesta perspectiva, tem a
ver com a pessoa que não perde tempo com mudanças constantes de visão
(“esquerda ou direita...”). Pessoas que oscilam demasiadamente sobre o que
querem são pessoas que geralmente não conseguem usar de coragem.
A coragem te traz firmeza nos
propósitos, seja para servir a Deus, para trabalhar, para nos relacionar ou
para amar.
Como vemos, a coragem está ligada
à constância, à perseverança, enfim, em saber o que quer. Falando da Sua
Palavra, do Livro da Lei, Deus disse a Josué: “...medita nele dia e noite...”
(v.8a), ou seja, seja constante na caminhada da fé. Uma vida com firmeza
de propósitos, com efeito, é marca de uma pessoa corajosa.
3) USE DE CORAGEM PARA SER UM
REPRESENTANTE DE DEUS
Js 1.9a: “Não to mandei eu?”
Não é incomum sermos – seja em
nossas famílias ou no trabalho – as únicas pessoas que estão lutando pela
fé. Você sabe qual é a força maior que irá nos sustentar nesta missão tão
difícil e solitária? Simplesmente, a convicção de que Deus é quem nos envia! Quando
cremos que Ele nos fala “Eu não estou mandando você ir?”, estaremos nos
enchendo de coragem e ousadia para declararmos a todos: “Eu sou um
representante de Deus!"
“No to mandei eu?” (isto é, “Não
te ordenei?”), portanto, é uma voz de comando. A frase era usada no comando da
instrução de um pai para o filho, do rei para um servo, ou de um fazendeiro
para os seus trabalhadores. Em outras palavras, Deus nos dá um comando,
uma ordem para que o representemos neste mundo. E para representá-lo,
precisamos de coragem.
4) USE DE CORAGEM PARA CRER QUE
DEUS TE GUIARÁ NAS DIFICULDADES
Js 1.9b: “Sê forte e
corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por
onde quer que andares.”
As dificuldades da vida são
geradoras de medo e de espanto. "Não temas” poderia ser traduzido
como "não tremas”. É estar com pavor, com grande medo. "Nem te
espantes” pode ser traduzido como "estar em pânico",
"assustado", "apavorado". A palavra é usada para descrever
o terror ou pânico de líderes militares cuja coragem foi quebrada, de gente que
foi desmoralizada.
A coragem da fé, de outro lado,
nos impulsiona a crer que o Senhor, sob hipótese alguma, deixará de nos guiar
nos dias escuros. Nele manteremos a linha da coragem; nele não seremos
desmoralizados; nele não seremos vencidos pelo medo.
Conclusão:
Você possui uma fé que está cheia
de coragem? Josué usou de coragem para realizar a vontade de Deus neste mundo.
Seu nome é lembrado até os nossos dias. Saiba: a coragem da fé irá produzir
marcas que farão história. O melhor de tudo é que, pela graça de Deus, isso
está ao nosso alcance.
O Natal é a maior de todas as festas. É a boa notícia vinda céu. É Deus entrando
na nossa história. É o eterno entrando no tempo. É Deus vestindo a nossa pele e
calçando as nossas sandálias. É o Verbo se fazendo carne para habitar entre nós
cheio de graça e de verdade. O primeiro Natal foi comemorado com música nos céus
de Belém. O anjo de Deus anunciou aos pastores: "Não temais, eis que vos trago
boa nova de grande alegria e o que será para todo o povo. É que hoje vos nasceu
na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor".
Essa mensagem aponta
para a centralidade de Cristo. Ele é o Salvador prometido. Ele é o Messias
esperado. Ele é o Senhor do Universo. Imediatamente após essa proclamação
angelical, os céus se cobriram de anjos e uma música encheu a terra: "Glória a
Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem". O
Natal trouxe glória a Deus e paz aos homens. O Natal une céus e terra nessa
maior de todas as celebrações.
Precisamos resgatar hoje o verdadeiro
sentido do Natal. O Natal está perdendo seu conteúdo essencial. O Natal não é
Papai Noel. Não é comércio nem mesmo festas gastronômicas. O Natal não é troca
de presentes nem encontros de congraçamento. Natal é a festa da salvação. Natal
é Deus revelando a nós seu amor infinito, pois ele amou o mundo de tal maneira
que deu seu Filho unigênito. Deu-o não àqueles que mereciam seu amor. Deu-o a
nós pecadores. Deu-o não como nosso exemplo, mas como sacrifício pelo nosso
pecado.
Quando Jesus nasceu em Belém, não havia lugar para ele. Foi
nascer numa estrebaria. Hoje, também, estamos ocupados, com muitas coisas.
Corremos demais e refletimos pouco. Hospedamos muitas coisas em nosso coração e
não temos lugar para Cristo. Precisamos rever nossa vida, nossa agenda, nossas
prioridades. Jesus precisa ocupar o primeiro lugar em nossa vida. Ele precisa
ser o primeiro. Ele precisa ser o amado da nossa alma. Só assim, conheceremos o
verdadeiro sentido do Natal e nos deleitaremos em Deus, e em sua gloriosa
salvação.
Rev. Hernandes Dias Lopes é Pastor Presbiteriano e apresentador do Programa Verdade e Vida aos Domingos às 11h45, na Rede Bandeirantes.
domingo, 4 de março de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
RETIRO DE CARNAVAL 2011
Momentos inesquecíveis!!!
Chegamos ao final de mais um período de Carnaval. A mídia tratou de expor todo o luxurioso esplendor da “festa da carne”. Do Norte ao Sul o Brasil “pára”, seja participando ativamente da folia ou embrenhando-se corajosamente no caos das estradas para buscar um lugar ao sol.
Esse tem sido o hábito de milhões de brasileiros, ano a ano. Eu e tantos outros, todavia, não optamos por isso. Decidimos trocar o Carnaval por outra atração. Optamos por estar naquilo que chamamos de “retiro de Carnaval”. Fomos para perto do campo, para perto das coisas da fé, para perto do coração das pessoas. Trata-se, na realidade, de um “outro mundo” dentro deste mundão que eu e você vivemos. Ora, lá não tem fantasia emplumada. Lá, o foco não é o “ficar” com alguém. Num lugar como esse procurar embebedar-se é uma busca fadada ao fracasso. Definitivamente, estávamos bem afastados do “espírito do carnaval.”
A grande maioria poderá dizer que a decisão em afastar-se da folia é louca, fanática e destituída de prazer. Mas já faz fez tempo – pelo menos no meu caso – que decidi viver o cristianismo sem dar muita atenção ao que os outros vão dizer. Sem dúvida essa é uma das decisões mais coerentes que já tomei. Falo isso sem arrependimentos. Aliás, buscar ser cristão de verdade é caminhar na direção de ser incompreendido, de ver a popularidade abaixar os seus níveis. Se você tem sentido isso na pele quando decidiu viver na contra mão do sistema, sabe do que eu estou falando. Bem vindo à turma de Jesus!
Quando dizem que a gente “não vive” por cultivar estes hábitos estranhos e separatistas, no fundo acho engraçado. Essas colocações são contrastantes com o fato de que nos sentimos “bem vivos” no feriadão. Esse tempo foi uma grande oportunidade de estarmos mais “vivos” na relação com gente que encontramos nas celebrações de domingo cuja troca mais freqüente de palavras é: “oi” e “tchau.” Esse tempo foi uma grande oportunidade de descobrir a “vida” na Palavra de Deus num intensivo de aprendizado. Não posso esquecer que esse também foi um tempo de pensar, meditar, orar e, com isso, avançar na “vida” espiritual. Portanto, não consigo dizer que “não vivi”; ao contrário, consigo dizer junto com tantos outros que “vivemos plenamente.”
Com as caravanas foi interessante ver jovens de todo tipo: universitários, aqueles que têm o seu emprego, aqueles que são sustentados pelo pai (ou mãe). Eles investiram tempo e o seu (pouco) dinheiro nessa proposta de afastar-se da rota habitual do mundo. A turma da meia-idade igualmente estava lá: cozinhando, servindo, correndo. Os mais experimentados e vividos, apoiando, prestigiando. A criançada, de sua vez, cumprindo seu papel de alegrar o ambiente com os gracejos que lhes são próprios. Reproduzimos, nestes dias, uma vida em comunidade que traz lampejos de uma milenar situação. Não seria esse um pequeno vislumbre da realidade paradisíaca do Éden? Convivendo juntos, cantando juntos, comendo juntos, rindo juntos e falando com o Rei do Universo juntos. Talvez...
Durante o retiro confesso que um pensamento me veio a mente. Ele foi simples e direto: “Vale à pena!” Acredito que encontrar gozo, paz, sentido e a certeza de estar onde deveria estar são as grandes buscas do ser humano. Senti-me privilegiado justamente porque estes sentimentos estavam em meu coração. Olhando para as faces de meninos e meninas, homens e mulheres, consigo acreditar que estes experimentaram as mesmas sensações. Não estávamos fingindo. Simplesmente nos sentimos bem com o nosso Deus e seus propósitos. Assim entendo porque um antigo sábio disse: “O temor do Senhor conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito...” (Provérbios 19.23).
Desculpe-me, Carnaval, mas você não poderá contar comigo.
Humildade: um caminho de bênçãos
1 Pedro 5.5-6
O sentido autêntico da palavra humildade vem do latim Humus, de onde também deriva Homem (Homo Sapiens) e Humanidade. O fato dessas palavras estarem vinculadas à húmus (“solo sobre nós”, “terra fértil”), é certamente uma sábia exortação de que mantemos com a terra um vínculo essencial e embrionário.
É impossível ser um legítimo seguidor de Jesus sem humildade. Considere comigo o seguinte:
1) Para começo de conversa, entregar-se a Cristo é aceitar que Ele reine sobre a nossa vida e, gradativamente, nos despoje do nosso “eu”.
2) Se você quer ser discípulo é necessário concordar em receber instrução e liderança espiritual na sua vida – isto é, você terá de aceitar que alguém diga, em muitos momentos, como você deve viver.
3) Ser discípulo implica em se relacionar com a comunidade da fé e aceitar conviver, tolerar e amar os diferentes que partilham da sua mesma crença.
4) Enfim, ser discípulo implica em permitir sujeitar nossos hábitos e vontade à Palavra de Deus. Você não poderá ser dirigido pelas leis do seu coração, mas por uma ordenança externa.
Como vemos, para estar nesse caminho é fundamental aprender sobre a humildade. Seguindo a orientação da carta de 1 Pedro, vamos refletir juntos sobre esse caminho.
I. O HOMEM HUMILDE TEM DEUS LUTANDO A SEU FAVOR
O texto diz que “Deus resiste aos soberbos” (v.5). Para que o assunto fique mais claro, precisamos explorar melhor as palavras “soberbos” e “resiste”. Soberbo tem a ver com “considerar-se acima dos outros”, de ser “arrogante.” Sendo um anjo, Satanás exercia a função de adorador no céu. Dispunha de uma posição privilegiada. Mas um dia seu coração se encheu de soberba. É o que a Escritura implicitamente declara: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura” (Ez 28.17a). Desejando ser igual a Deus, foi precipitado, tornando-se nosso adversário e acusador. Deus o resistiu e o resiste até fim de todas coisas. Seu destino, não obstante, já está traçado: o flagelo eterno (Ap. 20.10). Voltando ao texto de 1 Pedro, observo que a palavra resistir poderia ser traduzida como “lança-se armado contra”. A frase vem da linguagem militar. O sentido também é de “opor-se”, ou seja, ser um impedimento. Diante do orgulhoso Deus se torna um oponente, e isso similarmente à oposição cósmica existente entre o Senhor e os anjos caídos. Falando de humildade e de lutas espirituais, Tiago 4.6-7 nos diz: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. O homem humilde, portanto, terá Deus lutando por suas causas. Ele vencerá o maligno ao humilhar-se e submeter-se à autoridade de Deus.
II. O HOMEM HUMILDE ATINGE MAIOR PROGRESSO ESPIRITUAL
A busca da humildade é um desafio nas relações humanas, sejam elas familiares, profissionais ou eclesiásticas. O apóstolo Pedro declara: “Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade...” (1 Pd 5.5a). Quero lhe chamar a atenção da frase “cingi-vos todos de humildade.” Cingir é amarrar firmemente alguma coisa no próprio corpo. Essa palavra era usada para os escravos, quando estes usavam um avental. A idéia, portanto, é vestir-se de humildade numa atitude de escravo. Como o cristianismo é desafiador! Sendo assim, reconheçamos: será impossível ver progresso espiritual numa pessoa que não aceita opiniões, autoridade e não assume a postura de servo. De outro lado, trilhando o caminho de ser “húmus” (terra fértil), haverá crescimento. Com o crescimento, a frutificação.
III. O HOMEM HUMILDE SERÁ SOCORRIDO POR DEUS NA AFLIÇÃO
Ezequias foi rei entre os judeus na época do profeta Isaías. O rei adoeceu a ponto de Isaías lhe dizer: “Põe em ordem a tua casa porque morrerás” (Is 38.1). Em seguida, Ezequias fez o seguinte: “Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor. E disse: Lembra-te, Senhor, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos; e chorou muitíssimo” (Is 38.2-3). Após se humilhar diante de Deus no leito de enfermidade, Deus manda Isaías dizer a Ezequias: “Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos” (Is 38.5). Temos aqui uma demonstração muito clara de que um coração humilde pode mover o coração de Deus. Voltemos à epístola de Pedro: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1 Pd 5.6). Saiba que essa humilhação não é abraçar um estilo de vida onde não se terá amor próprio. É, na realidade, a humildade de confiar e entregar nossos problemas a Deus. Na seqüencia, virá o tempo oportuno da exaltação. A frase “vos exalte” significa “erguer”, “tornar alto”. É o Senhor no seu tempo, portanto, que nos “ergue” das situações de dificuldade.
Conclusão: O apóstolo Pedro nos apresentou um caminho de excelência. Foi um caminho ensinado pelo Senhor Jesus e é um caminho que necessita ser percorrido por todo aquele que crê. Ser humilde é requisito para ser abençoado. Que o sábio conselho ensinado por Jesus seja um alvo para todos nós: “O que se humilha será exaltado” (Lc 14.11). A Deus toda glória!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Alcançando o melhor de Deus para a sua vida
Gênesis 18.1-15
Você deseja o melhor para a sua vida? Evidentemente que sim! E sobre o melhor de Deus para a sua vida, já pensou sobre isso? É certo que o “melhor” dele será mais perfeito, mais sábio e mais santo que toda a nossa disposição em fazer e alcançar o melhor. Ocorre que a nossa vontade, nossa disposição – por mais bem intencionadas que sejam – estão maculadas pelo pecado e pelas imperfeições humanas. Mesmo diante desse irrefutável quadro, as Escrituras nos mostram que podemos avançar no sentido de agradar a Deus e dele recebermos o melhor. O patriarca Abraão foi um homem que há mais de 3.500 anos atrás alcançou o melhor de Deus para a sua vida. Vou explicar essa condição do “melhor de Deus” por meio das descrições do livro de Gênesis. Observe:
Você deseja o melhor para a sua vida? Evidentemente que sim! E sobre o melhor de Deus para a sua vida, já pensou sobre isso? É certo que o “melhor” dele será mais perfeito, mais sábio e mais santo que toda a nossa disposição em fazer e alcançar o melhor. Ocorre que a nossa vontade, nossa disposição – por mais bem intencionadas que sejam – estão maculadas pelo pecado e pelas imperfeições humanas. Mesmo diante desse irrefutável quadro, as Escrituras nos mostram que podemos avançar no sentido de agradar a Deus e dele recebermos o melhor. O patriarca Abraão foi um homem que há mais de 3.500 anos atrás alcançou o melhor de Deus para a sua vida. Vou explicar essa condição do “melhor de Deus” por meio das descrições do livro de Gênesis. Observe:
1) Onde quer que estivesse, Abraão prosperava
- Gn 13.2: “Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro.”
2) As bênçãos espirituais lhe tornavam vitorioso diante dos seus inimigos
- Gn 14.19-20: “...abençoou ele a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.”
3) A sua descendência seria numerosa
- Gn 15.5: “Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.”
4) A paz de Deus lhe acompanharia até o fim da vida
- Gn 15.15: “E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice.”
5) Deus fez um pacto com Abraão, prometendo a terra de Canaã aos seus descendentes
- Gn 15.18: “Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates.”
6) Na idade de 100 anos, Deus lhe deu um filho
- Gn 21.2: “Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara.”
Nossa reflexão levará em conta a passagem de Gênesis 18, onde o patriarca recebe três ilustres visitantes em sua tenda. Vamos lá...
I. O SENHOR ERA O HÓSPEDE MAIS HONRADO DA CASA DE ABRAÃO
Os povos de deserto levavam a hospitalidade bastante a sério. Quando Abraão recebe os três homens (o Ser divino e, provavelmente, dois anjos), seu objetivo foi de honrá-los com o seu melhor. Ele reconheceu a autoridade dos três homens demonstrando reverência (“prostrou-se em terra”, v.2) e desejando que eles permanecessem (“rogo-te, não passes do teu servo, v.3). Em muitos lares e em muitos corações, noto que a prática de vida avança na direção contrária. O objeto de maior honra e reverência, tantas vezes, não é o Ser divino em toda sua glória e soberania. Ora, convidar o Senhor para “não passar de nós”, na realidade, é algo desafiante. Sabe por quê? Porque convidar Deus para estar presente e reinar implica em aceitar que os princípios divinos reinem sobre a nossa história. O fato é que não são todas as pessoas que desejam viver desse modo. Não obstante isso, devemos nos concentrar no objetivo de orar e dizer: “Senhor, não passe da minha casa. Fique entre nós. Que a tua presença e as tuas ordenanças venham a reger a história da nossa vida.” Para ser honrado por Deus, portanto, é necessário honrá-lo como o maior hóspede que poderíamos receber.
II. ABRAÃO SERVIA AO SENHOR COM SENSO DE URGÊNCIA
Abraão se valeu de um sábio senso de urgência em servir ao Senhor. Veja as seguintes palavras e frases:
1. Vendo-os, correu (v.2).
2. Apressou-se em chamar Sara para preparar o alimento (v.6).
3. Disse a Sara para amassar depressa a farinha para o pão (v.6).
4. Correu ao gado (v.7).
5. Disse ao criado para se apressar em preparar em prepara a carne (v.7).
A atitude de Abraão contrasta com a ausência de efetividade e de decisão que muitos apresentam no momento de reagir diante do chamado de Deus. Reconheçamos: as pessoas têm pressa de trabalhar, pressa para se divertir, pressa para servir a família, mas pouca pressa para se engajar na obra de Deus.
Um crente vivo no Espírito terá um adequado senso de urgência em fazer a obra de Deus. Ele não irá esperar para amanhã o que se pode fazer hoje!
III. ABRAÃO OFERECIA O SEU MELHOR AO SENHOR
Diante do surpreendente encontro, Abraão toma a decisão de preparar um banquete: carne assada, pão, coalhada e leite para os nobres visitantes (vv.7-8). Sabe o que era isso? Era o melhor que um homem do deserto poderia oferecer! Para ao patriarca, oferecer a sobra seria algo similar ao descaso, a blasfêmia. Alcançar o melhor de Deus está relacionado a oferecer o melhor para Deus.
Geralmente, pessoas queixosas e insatisfeitas com o agir de Deus em suas vidas são pessoas que vivem na “teologia da sobra”. Ou seja, nunca dão o melhor do seu tempo ou o melhor daquilo que têm adquirido. Esse estilo de vida terá enormes chances de também colher a “sobra de Deus” e não o seu melhor. O princípio que regia a vida de Abraão era outro. Na realidade, ao oferecer o melhor o pai da fé não estava objetivando receber o melhor. Receber o melhor, na perspectiva de Abraão, era conseqüência de ofertar o melhor simplesmente por crer que Deus merecia o melhor. Abraão jamais almejou estabelecer uma relação de troca com o Eterno. Que lição de vida e espiritualidade!
Conclusão
Eis o caminho para se alcançar o melhor de Deus para a nossa vida:
Eis o caminho para se alcançar o melhor de Deus para a nossa vida:
1) Que o Senhor seja o hóspede mais honrado da sua casa.
2) Sirva ao Senhor com senso de urgência.
3) Ofereça o seu melhor para o Senhor.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O desafio do perdão
Mateus 18.21-22
“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”
Nossa vida familiar, em sociedade ou na comunidade da fé se estrutura a partir do elemento relacional. A teia das relações humanas, como bem sabemos, é o ambiente onde não somente nasce o amor, o afeto, a amizade ou o companheirismo; esse lugar também é o espaço onde surgem as incompatibilidades, as desavenças, as iras e as discórdias.
Em um estilo de vida que não é dirigido pela Palavra de Deus, o trato com estas questões tende a ser menos rigoroso ou até inexistente. Nessa perspectiva, se tenho um problema com alguém, posso, quem sabe, permanecer assim durante longos anos e nunca buscar o acerto. De outro lado, quando nos deparamos com o evangelho, percebemos que Jesus colocou o perdão como uma das ênfases preferidas dos seus ensinamentos. O perdão e o evangelho acabam tantas vezes se fundindo num discurso único, que aponta para o plano de Deus para nós e para a melhor forma de estabelecermos relacionamentos.
Creio que o perdão é um dos temas mais desafiadores para se viver na fé cristã. Por consegüinte, hoje iremos buscar uma fundamentação bíblica diante da vital importância de exercer o perdão.
1) PERDOAR É UM EXERCÍCIO RELACIONAL E ESPIRITUAL
Cornelia ten Boom, conhecida como Corrie ten Boom (1892-1983), foi uma mulher cristã holandesa que ajudou a salvar a vida de muitos judeus ao escondê-los dos nazistas durante a II Guerra Mundial. Em 1947, após o grande conflito, num momento em que testemunhava na Alemanha, ela se encontrou com um dos mais cruéis guardas do campo de concentração onde esteve presa. Ela estava relutante em perdoá-lo, mas orou para que conseguisse fazê-lo. Corrie escreveu: "Por um longo momento, nós tocamos nossas mãos, o ex-guarda e a ex-prisioneira. Eu jamais havia conhecido o amor de Deus tão intensamente quanto naquela hora.”
Lucas 17.3-4: “Acautelai-vos (isto é, “ficar de sobreaviso”, “precaver-se”). Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.”
2) PERDOAR É NÃO ESPERAR SER COMPREENDIDO, MAS DECIDIR COMPREENDER O OUTRO
Colossenses 3.13: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.”
Por meio do sacrifício do seu Filho (o Deus que se fez homem), o Senhor decidiu avançar pela via da compreensão das debilidades humanas herdadas pela Queda. Ele veio até nós objetivando tirar-nos do lamaçal da morte e da condenação. Ele sabe quem somos. Ele – primeiro –, não esperou que você o compreendesse, mas decidiu tratar do nosso pecado dando-nos aquele que se fez pecado por nós.
Perdoar é a iniciativa de agir sem esperar ser compreendido, mas compreendendo o outro. Quão grandioso desafio!
3) PERDOAR É O REQUISITO QUE ABRE A PORTA PARA A GRAÇA ENTRAR
Mateus 6.14-15: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.”
Tantas vezes as pessoas não conseguem experimentar do fluxo da graça e do perdão de Deus em suas vidas porque não estão observando o imperativo bíblico. A prática do perdão, com efeito, abre a porta das ações renovadoras do Senhor naquele que se dispõe a abraçar o mandato de perdoar.
4) PERDOAR É REPRODUZIR A GRAÇA DE DEUS NA VIDA DO OUTRO
Diz o Senhor na oração do Pai nosso: “...e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6.12).
No ano de 1974 Chris Carrier voltava da escola, na Flórida, EUA, quando um homem que dizia ser amigo do seu pai o convidou para entrar no carro. Levando-o a uma região pantanosa, o atacou com um furador de gelo. Chris ficou inconsciente 6 dias, até que recobrou a consciência, foi achado e levado ao hospital. O homem deixou Chris cego de um olho. Anos se passaram e Chris se tornou um ministro da Palavra de Deus. Em 1996 alguém liga e diz que o seu algoz, já velho, estava moribundo num hospital. Chris visita o homem, anuncia Cristo para ele e declara o perdão. Assim, prestes a morrer, o ex-agressor diz: “O que eu fiz e me arrependo, não é algo que irá mais me perseguir.”
5) PERDOAR É UM PASSO ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO PARA ALCANÇAR A LIBERTAÇÃO
Mateus 18.34-35: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.”
Esta parábola contada por Jesus aponta para os efeitos devastadores da falta de perdão. Certo homem foi perdoado de uma dívida estrondosamente elevada. Depois de ter sido perdoado, ele encontra um indivíduo que lhe devia pouca soma de dinheiro. Agindo de maneira impiedosa, tenta então sufocar aquele que lhe devia, exigindo a reposição. Quando o soberano que lhe perdoou a dívida soube do fato, afirmou que este homem seria entregue aos verdugos (torturador, algoz, carrasco). O caso ilustra a realidade de quem recebeu o perdão, mas que não se tornou um despenseiro do perdão.
Saibamos que aquele que não exerce o perdão será flagelado pela vida, pela opressão e pela colheita amarga da indisposição em perdoar. Os verdugos o perseguirão implacavelmente.
6) PERDOAR NÃO É ESQUECER. PERDOAR É NÃO SOFRER DIANTE DAS LEMBRANÇAS DO PASSADO
Você precisa entender que perdoar não é apagar a memória; perdoar é a alcançar a cura das memórias.
Depois de ter sido vendido como escravo pelos irmãos e ter sido preso no Egito, José se tornou o segundo depois do Faraó. Anos depois de terem agido impiedosamente com José, seus irmãos o encontram no Egito pedindo ajuda pela fome que assolava a terra. José disse: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gênesis 50.20).
Note que o mal não foi esquecido, contudo José não destilou amargura naqueles que o feriram. Perdoar, como vemos, não é apagar os fatos da memória. Perdoar é lembrar sem sentir dor.
Conclusão:
A Sagrada Escritura aponta para o caminho da restauração de relacionamentos a partir do referencial de Deus, que veio a nosso encontro oferecendo perdão por intermédio do seu Filho.
Quando Jesus disse para Pedro perdoar até setenta vezes sete, ele estava afirmando que o perdão deve ser ilimitado. Com isso é possível dizer que viver o perdão é um estilo de vida. Um estilo de vida não mais orientado por nossos impulsos, mas pela vontade revelada de Deus.
domingo, 28 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
O legado espiritual dos Reformadores (Rev. Paulo)
No dia 31 de Outubro de 2010 celebramos os 493 anos do início da Reforma Protestante. A história dos homens que lideraram a Reforma no continente europeu é uma história que inspira a nossa caminhada de fé no presente. Estes homens, certamente, nos deixaram um legado. Um legado é uma herança, um costume ou uma tradição que se passa de geração em geração. Martim Lutero e João Calvino foram formadores de uma tradição espiritual que continua a exercer sua influência através dos séculos. Nesta mensagem iremos olhar para a história, para as Escrituras e para a teologia dos Reformadores a fim de interpretar o seu legado espiritual e assim encontrar aplicações para a nossa vida de fé.
1) OS REFORMADORES NOS INSPIRAM À CORAGEM DE DIRIGIR A VIDA PELA PALAVRA DE DEUS
Vejamos 2 Timóteo 3.16-17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
Reconhecendo a importância de ter uma vida norteada pela Palavra, João Calvino disse que a fé e todo reto conhecimento de Deus “nascem da obediência à Palavra.”
Avançar até as últimas conseqüências na obediência, no zelo e na incansável busca da direção proveniente das Escrituras, constitui um grandioso desafio para todo aquele que professa a fé em Cristo. O impacto da Reforma e as transformações geradas a partir da eclosão do movimento, nos inspiram a acreditar que a nossa relidade - por mais dura, desalentadora ou desperançosa que seja - pode ser transformada quando usamos de coragem para nos lançar no caminho da Palavra de Deus.
2) OS REFORMADORES NOS DESAFIAM A BUSCAR INCANSAVELMENTE A PIEDADE PESSOAL
Observe 1 Timóteo 4.7b: “Exercita-te, pessoalmente, na piedade.” O conselho do apóstolo Paulo a Timóteo é uma preciosa dica para uma vida espiritual bem-sucedida. Neste ponto, precisamos definir “piedade”. Ora, piedade é aquele santo temor, devoção e amor a Deus que se encontra no coração dos justos.
A piedade pessoal se relaciona com o esforço para viver na constância do “orai sem cessar” das Escrituras (1 Tessalonicenses 5.17). Em perspicaz demonstração deste esforço, Lutero escreveu: "Hoje tenho muito a fazer, portanto hoje vou precisar orar muito.”
De sua experiência de devoção e conhecimento bíblico, Calvino propôs quatro regras para a oração:
I. Reverência;
II. Contrição (coração arrependido);
III. Humildade;
IV. Confiança.
3) OS REFORMADORES NOS ENSINAM QUE O MELHOR CAMINHO É O DE CONFIAR NAS PROMESSAS DE DEUS
Calvino insistia no caminho da plena confiança nos propósito eternos de Deus: “Seja o que for que Deus tenha que fazer, inquestionavelmente o fará, se ele o tiver prometido.”
Nossa confiança precisa ser exercida – seja qual for o momento que estamos passando – naquilo que Deus promete em sua Palavra: “Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Efésios 3.20).
4) OS REFORMADORES NOS INSPIRAM A FAZER UMA REFLEXÃO RADICAL SOBRE NOSSA MISSÃO NO REINO DE DEUS
O Senhor Jesus nos diz em Marcos 16.15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” Refletindo sobre este mandato, Lutero escreveu: "A pregação dos apóstolos seguiu por todo o mundo (...) Esta ida começou e foi levada adiante, apesar de ainda não estar concluída, visto que continuará até o último dia."
O retorno à Palavra deve ser seguido do avanço missionário. Nossa obra, portanto, é a continuidade da missão de pregar o Evangelho ao mundo. Diante do quadro de estagnação e do comodismo missionário de muitas igrejas herdeiras da Reforma, somos desafiados a refletir radicalmente sobre nossa inserção na atividade de anúncio do Reino de Deus. A palavra de Lutero, após mais de quatro séculos, nos inspira e desafia a perseguir a continuidade da missão cristã até o último dia da igreja na terra.
Conclusão: Será que não chegou o tempo de “reformarmos” a nossa vida num sentido integral? Conheço uma pessoa que trabalha com a restauração de edifícios antigos numa grande capital. Essa é uma reforma que pretende deixar o “velho” novo e utilizável. Talvez sua vida de fé, de relacionamentos e de serviço a Deus possa estar precisando de uma reforma. Como os reformadores, deixemos a Palavra de Deus “reformar” a nossa história.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
As causas do sofrimento (Rev. Paulo)
1 Pedro 5.10 nos diz: “Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.”
A reflexão sobre as origens do sofrimento é antiga. Há quem diga que boa parte da filosofia produzida na Grécia antiga buscava a resposta diante de uma questão: a angústia! Dias de sofrimento são dias de fazermos perguntas. Desejamos saber suas origens; desejamos saber por que estamos sofrendo. Este assunto que nunca sai de moda é motivo da produção de centenas de obras nos últimos anos. Assim os livros de auto-ajuda são vendidos aos milhares. De outro lado, livros que buscam respostas a partir do viés místico (Paulo Coelho, literaturas espíritas) têm levantado uma legião de simpatizantes.
Nesta mensagem não pretendo esboçar nenhuma reação crítica a estas literaturas. Até porque isto poderá ser feito em outro momento. Nossa fé evangélica e reformada encontra sérias divergências com estas obras. Minha intenção, todavia, é olhar para a Palavra de Deus e encontrar respostas diante daquilo que nos é permitido saber. Em sua epístola, Pedro não estabelece um padrão de negação do sofrimento (como toda a Bíblia); ao contrário, ele aponta para a soberania de Deus em operar nestes processos. O objetivo desta abordagem temática é olhar para fatos antecedentes e tentar localizar algumas respostas que poderão ser úteis aos nossos questionamentos sobre o sofrimento.
I. O SOFRIMENTO PODE SER UMA PROVAÇÃO VINDA DA PARTE DE DEUS
Em Tiago 1.12 lemos: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
O que vou explicar não constitui nenhum tripé de dificuldades doutrinárias. Simplesmente, segundo a Palavra de Deus, a provação têm uma só origem: os desígnios de Deus!
Segundo a mensagem de Tiago, as provações são um teste de fé e de caráter. Depois de passar nessa prova, o servo de Deus será recompensado. O sofrimento, portanto, pode ter sua origem nos misteriosos propósitos divinos.
II. O SOFRIMENTO PODE SER CONSEQÜÊNCIA DE PRÁTICAS PECAMINOSAS
Ao chegar num tanque público, Jesus se deparou com um homem que estava enfermo há 38 anos. Diz a Bíblia que ele não podia andar. Porém o encontro com Jesus encerra este período de sofrimento. O Senhor diz a ele: “Levanta, tome o teu leito e anda”. Ora, o homem andou! Mas o que nos chama a atenção é a palavra que Jesus traz a este homem quando o encontra de novo (João 5.14): “Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.”
Perceba que o sofrimento estava associado com algum tipo de prática pecaminosa acalentada por aquele homem. Uma trajetória de pecados (não confessados, não resolvidos, não abandonados) pode resultar em sofrimentos e males que irão atormentar a vida das pessoas durante anos e anos.
III. O SOFRIMENTO PODE DERIVAR DAS IMPERFEIÇÕES DO MUNDO PÓS-QUEDA
Nosso mundo e a história humana constituem uma vasta história de imperfeições, dor e sofrimento que estão presentes nos processos naturais. Lembremos que o gênero humano sofreu uma radical mudança com um evento que chamamos de “Queda do homem”. A narrativa sobre a Queda se encontra a partir de Gênesis capítulo 3. O texto afirma que após quebra do princípio da obediência pelos primeiros representantes da raça, o caos se instalou no mundo. Assim vieram as doenças, o trabalho árduo e desgastante, as crises relacionais, toda sorte de males e a morte (vv.16-19).
O Novo Testamento em Romanos 8.22-23, igualmente trata dos efeitos resultantes da Queda: “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.”
A criação geme – sofre! – pelos efeitos do pecado, ansiando pela manifestação de um novo céu e uma nova terra. Com isso reconhecemos que estamos numa situação de imperfeição. A segunda vinda de Cristo será a solução definitiva pela qual teremos de aguardar.
IV. O SOFRIMENTO PODE TER A SUA ORIGEM EM INVESTIDAS DO MALIGNO
Você também precisa saber que o sofrimento pode ter sua origem nas ações demoníacas.
Olhe que o Senhor Jesus nos diz em Lucas 13.11-13: “E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus.” Esta mulher sofria porque o diabo havia lançado nela a enfermidade (uma espécie de solda nos ossos da espinha). Por este relato, está evidente que o sofrimento pode resultar de investidas do maligno para aprisionar pessoas através da doença, tirando-lhes a qualidade de vida.
Conclusão:
Interpretar as razões do sofrimento não é algo fácil e nunca será. Contudo o discernimento espiritual (adquirido com o exercício de uma espiritualidade viva) poderá trazer luz sobre o assunto. Sugiro não uma palavra final, mas alguns conselhos:
1) Se você tiver a percepção de que sofrimento é uma provação, permaneça firme e se fortaleça na fé.
2) Se você tiver a percepção de que o sofrimento é resultante de uma trajetória de pecados, mude de vida!
3) Se você tiver a percepção de que o sofrimento deriva das imperfeições da natureza humana, de nada adiantará mergulhar no desespero. Creia em Cristo e viva na esperança que livramento final que virá da parte dele.
4) Se você tiver a percepção de que o sofrimento é um tormento maligno, procure ajuda. Ore com o povo de Deus, buscando a libertação que só será alcançada em submissão à Cristo.
5) Por fim creia que o sofrimento, para o servo do Senhor, será uma catapulta que o lançará à maturidade, ao crescimento e a fortificação na caminhada da fé.
sábado, 16 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
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